Eurocopa

Paredão apesar da goleada, Király jogou 55 minutos contra a Bélgica com um dedo fraturado

Gábor Király se despediu da Eurocopa com o dever cumprido, apesar da goleada sofrida pela Hungria nas oitavas de final. Um dos destaques da equipe, o veterano evitou que a Bélgica aplicasse uma lavada ainda maior que os 4 a 0, com 10 defesas realizadas na noite em Toulouse. E jogando no sacrifício. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Kevin de Bruyne soltou a bomba em cobrança de falta e o goleiro desviou, em bola que explodiria no travessão. Neste lance, o camisa 1 fraturou um de seus dedos. Mesmo assim, preferiu permanecer em campo para ajudar a sua seleção.

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“Depois de ter desviado o chute, eu senti a dor na junta de um dos dedos. Mas houve um rebote, eu me levantei rapidamente. Então, percebi que alguma coisa dentro da minha luva não estava no lugar certo. Eu coloquei o dedo no lugar e continuei no jogo. Não senti dor por causa da adrenalina”, contou Király, em entrevista à TV húngara. O lance aconteceu quando a partida ainda estava 1 a 0 para os belgas. Apesar disso, não dá para colocar a culpa no goleiro pelos três gols que sofreu durante o segundo tempo, vendido em todos os lances. E, mesmo com a lesão, ele realizou ao menos duas grandes defesas depois.

“É natural que os goleiros resolvam eles mesmos este tipo de lesão. Apenas alguns pedem atendimento. Há casos mais sérios, outros menos, mas eu já estou acostumado a lidar com isso. Eu não preciso de cuidados”, complementou Király. O arqueiro irá aproveitar as férias para se recuperar da contusão, antes de voltar aos serviços com o Haladás, clube no qual iniciou a carreira e com o qual foi quinto colocado no último Campeonato Húngaro. Apesar dos rumores, o veterano não decidiu se vai se aposentar da seleção após a Euro. Király é o recordista de aparições pelos magiares, com 107 jogos disputados desde 1998.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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