Eurocopa

Pandev marcou, mas Áustria se recuperou de lambança para vencer a primeira na história da Euro

A Áustria contou com Marcel Sabitzer, David Alaba e Marko Arnautovic para vencer uma Macedônia do Norte que não foi presa fácil

Áustria e Macedônia do Norte fizeram um jogo de primeiras vezes. Goran Pandev, aos 37 anos, marcou o primeiro gol da história da sua seleção em uma grande competição. No entanto, liderados por Alaba e Sabitzer, os austríacos abriram 3 a 1 e conseguiram a primeira vitória do país na história da Eurocopa.

Embora a Áustria tenha duas excelentes campanhas na Copa do Mundo, ambas foram antes do início da Eurocopa nos anos 1960. As únicas duas participações no torneio foram em 2008 e 2016, quando a seleção austríaca foi eliminada na fase de grupos com um empate e duas derrotas.

Em um grupo equilibrado, sem bicho papão, e que pode classificar até três times para as oitavas de final, a chance de fazer uma campanha mais longa na Euro 2020 cresceu bastante para a Áustria, após uma boa vitória contra a Macedônia do Norte que, apesar de ter perdido, não foi presa fácil.

Por que na zaga?

O treinador da Áustria, Franco Foda, poderia escalar David Alaba em várias posições: lateral esquerda, ala esquerda, meio-campo, até como um dos armadores em um 4-2-3-1. No entanto, ele o colocou como um dos três zagueiros, centralizado, o que deu boa qualidade à saída de bola austríaca, mas o deixou muito longe do gol adversário. O gol da vitória saiu justamente em uma das poucas vezes em que ele se projetou como lateral e cruzou para Michael Gregoritsch desviar.

Que bola do Sabitzer

Os primeiros 20 minutos não foram aquela coisa. A Macedônia do Norte até teve momentos em que pareceu mais confortável em campo. Mas Marcel Sabitzer abriu caminho para a Áustria com um passe maravilhoso. Deu uma fatiada na bola, quase da lateral esquerda, para encontrar Stefan Lainer se projetando na segunda trave. Com um toque de primeira, o jogador do Borussia Monchengladbach abriu o placar. Minutos depois, Sabitzer criou outra oportunidade, com um cruzamento fechado. Sasa Kalajdzic desviou, mas Stole Dimitrievski fez boa defesa.

Quem mais?

O primeiro gol da história da Macedônia do Norte na Eurocopa não poderia ter tido outro autor. Poderia ter sido menos bagunçado, porém. A jogada foi típica dos Trapalhões: Martin Hinteregger tentou afastar na entrada da área e acertou a cabeça de Sabitzer. O goleiro Daniel Bachmann saiu do gol para tentar recolher, mas dividiu com Aleksandar Trajkovski e deixou a bola escapar. David Alaba, também na região, não ajudou muito e quase trombou com Bachmann. A sobra ficou com Goran Pandev, que teve apenas o trabalho de empurrá-la às redes para empatar a partida.

Alaba, no fim, decide

O segundo tempo começou bem travado. Apenas aos 18 minutos houve uma boa escapada, quando Elmas soltou o passe na medida para Nikolov sair na cara do goleiro. Mas Bachmann saiu bem do gol e conseguiu bloquear. Sabitzer deu outro cruzamento açucarado na cabeça de Gregoritsch, cujo desvio exigiu uma linda defesa do goleiro da Macedônia do Norte.

A Áustria começava a ganhar ritmo quando marcou o segundo gol, aos 33 minutos do segundo tempo. E o lance talvez indique ao treinador que é uma boa ideia tentar colocar Alaba um pouco mais à frente. O novo jogador do Real Madrid cruzou com perfeição, antes do bico da grande área, para Gregoritsch apenas desviar às redes.

Já perto dos acréscimos, Laimer deu um toque de calcanhar por trás da defesa macedônia, Arnautovic recolheu, entrou na área, driblou o goleiro e tocou ao gol vazio para fechar o placar.

Festival de passes errados

Não foi, digamos, o espetáculo mais bonito da face da terra. A Áustria terminou a partida com apenas 79% dos passes completados (464 de 585) e ainda foi melhor do que a Macedônia nesse fundamento, com apenas 69% (237 de 345).

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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