Eurocopa

Lapadula comandou a reação da seleção peruana, que buscou o empate e deixou delicada a situação do Equador

Equador abriu dois gols de vantagem em Goiânia, mas Peru conseguiu o empate e quase virou

A seleção do Equador patina nesta Copa América e vê sua situação se complicar no Grupo B. La Tri não fez bons jogos nas Eliminatórias, perdendo para Brasil e Peru. Já na competição continental, os equatorianos somaram apenas o segundo empate em três partidas. De novo, os peruanos causariam problemas. O Equador chegou a abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo em Goiânia, mas caiu de ritmo na segunda etapa e viu Gianluca Lapadula causar pesadelos. O atacante, que já tinha comandado o triunfo sobre os vizinhos semanas atrás, buscou o empate por 2 a 2 com gol e assistência. Enquanto o time de Ricardo Gareca praticamente encaminha a classificação, o de Gustavo Alfaro precisará secar a Venezuela na rodada final.

Desde os primeiros minutos, o Equador começou a se impor no Estádio Olímpico. Chegava ao ataque, mas não finalizava da melhor maneira, como Leonardo Campana em seus tiros para fora. O ritmo mais intenso dos equatorianos, de qualquer maneira, abria o caminho ao primeiro gol e ele saiu aos 24 minutos. Depois de uma troca de passes, Moisés Caicedo acionou na esquerda Pervis Estupiñán, que cruzou rasteiro. Renato Tapia tentou afastar o perigo de carrinho dentro da área e acabou marcando contra. A partir de então, o jogo se inverteria, com o Peru controlando mais a bola.

A seleção peruana, ainda assim, não produzia muito. Christian Cueva até buscava criar os lances da Blanquirroja, mas o Equador mantinha a segurança defensiva. Além disso, La Tri continuava escapando ao ataque e aproveitava os espaços maiores aos contragolpes, assim como as bolas paradas. Campana representava o maior incômodo, mas o garoto não acertou o alvo em outras duas oportunidades que surgiram. O segundo tento seria anotado nos acréscimos, por Ayrton Preciado. Depois do cruzamento de Damián Díaz em cobrança de falta, o meio-campista apareceu na pequena área para concluir às redes.

Na volta ao segundo tempo, o Peru precisou de poucos minutos para mostrar como vinha com mais gás. Tapia mandou um tiro venenoso para fora e o primeiro gol saiu na sequência, aos quatro minutos. Cueva armou o lance com qualidade, mesmo cercado pela marcação, e deu o passe cirúrgico para Lapadula. O centroavante, então, dominou e chutou rasteiro para vencer o goleiro Hernán Galíndez. Já o empate saiu logo aos nove minutos, numa jogadaça. O lance começou com um chapéu e um ótimo lançamento de Aldo Corzo, que acionou Lapadula em velocidade pela direita. O atacante deixou Robert Arboleda no chão com uma finta seca e, quando a marcação se aproximava, tocou para André Carrillo fuzilar diante de Galíndez. Os peruanos precisaram de pouco tempo para inverter o cenário.

O Equador tentaria responder de imediato, mas Pedro Gallese impediu o terceiro. Damián Díaz saiu de cara para o gol e o arqueiro conseguiu bloquear. La Tri aos poucos retomaria a iniciativa e passaria a rondar a meta peruana, mas a proteção dos adversários melhorava. Além disso, a sorte não parecia ao lado dos equatorianos. Aos 29, numa cabeçada de Piero Hincapié, um desvio sem querer em Lapadula salvou a Blanquirroja. A pressão aumentava, até pela necessidade do Equador na competição, mas não deu resultados. Pior, nos acréscimos, quase saiu a virada peruana. Miguel Trauco tentou encobrir o arqueiro Galíndez, que salvou seu time da derrota. Por fim, os equatorianos puderam mandar uma sequência de chuveirinhos, sem eficácia.

O Peru soma quatro pontos no Grupo B da Copa América. A equipe encerra sua participação na fase de grupos contra a Venezuela. Já o Equador soma dois pontos e pega o Brasil na última rodada. Neste momento, os equatorianos só estão à frente da Venezuela no saldo de gols.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo