Eurocopa

Jogaço! Holanda deixa vantagem escapar, mas arranca vitória contra a Ucrânia no fim

A Holanda chegou a abrir 2 a 0 no começo do segundo tempo, levou o empate, mas Dumfries marcou o gol salvador no fim

No que foi provavelmente o melhor jogo da Eurocopa até agora, a Holanda chegou a abrir 2 a 0 no começo do segundo tempo, levou o empate, com direito a um golaço de Yarmolenko, mas teve bola e atitude para não se abalar e ainda buscar a vitória por 3 a 2, com gol do lateral Denzel Dumfries nos minutos finais.

Os três pontos eram fundamentais para os dois times depois da vitória da Áustria sobre a Macedônia do Norte na partida anterior. A Holanda venceu um confronto direto contra um dos candidatos à classificação às oitavas de final. E agora a Ucrânia terá que correr atrás para tentar pelo menos passar em terceiro lugar. O jogo contra a Áustria na última rodada deve ser decisivo.

Lá e cá

O primeiro tempo foi bastante movimentado. As duas equipes cuidavam bem da bola e jogavam com intensidade. Faltou um pouquinho de capricho ou inspiração na hora que se aproximaram da área para criar chances mais claras. Ainda assim, o primeiro gol poderia ter saído. Aos seis minutos, por exemplo, Wijnaldum abriu com Dumfries, mas o goleiro Georgiy Bushchan saiu bem do gol para abafar.

Entrando na área, WIjnaldum mandou uma boa chance por cima do travessão, e Weghorst recebeu em posição perigosa, tentou driblar o goleiro Stekelenburg, mas foi desarmado. A Ucrânia também chegava, embora com menos contundência, trabalhando a bola com um pouco mais de paciência. Aos 28 minutos, pediu pênalti de Van Aanholt em Yarmolenko – o desarme, porém, foi na bola.

Grandes chances para a holanda

Antes do apito final do primeiro tempo, a Holanda teve duas grandes chances de abrir o placar. Aos 40 minutos, Wijnaldum pegou firme da entrada da área. Um chute reto, forte e feroz. Bushchan fez uma linda defesa com o pulso. No minuto seguinte, Depay cruzou para a segunda trave, onde Dumfries apareceu livre, mas cabeceou para fora.

Mykolenko….

Vitaly Mykolenko é jovem. Tem apenas 22 anos e já soma 16 partidas pela seleção ucraniana. O lateral esquerdo do Dínamo Kiev, porém, não foi muito bem no segundo tempo. A defesa ucraniana que vinha bastante sólida vacilou duas vezes, ambas em jogadas em cima dele. Aos sete minutos, Dumfries recebeu o passe em profundidade pela direita. Mykolenko estava no meio do caminho, mas errou o corte. O lateral direito da Holanda cruzou rasteiro, Bushchan interceptou, e Wijnaldum marcou na sobra.

Pouco depois, aos 13, foi De Jong quem achou Dumfries dentro da área. Mykolenko novamente estava no meio do caminho, mas não conseguiu ficar em pé. Weghorst emendou o rebote às redes. Os ucranianos reclamaram de falta em Mykolenko, até houve uma rápida checagem, mas o gol foi confirmado.

Yarmolenko!

Há uma temporada e meia, Yarmolenko sofre com lesões e perdeu espaço no time do West Ham na última Premier League. Mas quem sabe sabe. Os dois gols em curto intervalo de tempo abalaram a Ucrânia. A reação não parecia possível. Até que Yarmolenko pegou uma bola pela direita, levou à perna esquerda e soltou um chute perfeito no ângulo de Stekelenburg. Ao melhor estilo Arjen Robben. Ou ao melhor estilo Yarmolenko mesmo. Para completar, quatro minutos depois, Malinovskyi cobrou falta na área e Yaremchuck apareceu sozinho para empatar a partida. Os dez minutos finais seriam emocionantes.

Holanda busca a vitória

A Holanda teve maturidade para não abaixar a cabeça depois de deixar escapar uma vantagem ampla e que foi difícil de ser construída. O gol da vitória saiu com o time bem posicionado no campo de ataque. O zagueiro Aké estava quase no bico da grande área para dar o cruzamento à segunda trave. Muito esperto, Dumfries se movimentou para se antecipar a Zinchenko e cabecear no canto para fechar o placar do grande jogo da Eurocopa até aqui.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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