Inglaterra é superior no duelo britânico e faz Gales ir do choro de emoção ao de tristeza em segundos
A partida entre Gales e Inglaterra, pela segunda rodada da Eurocopa, foi uma das mais legais desta edição. Não pelo que estava, literalmente, em jogo, mas pelo valor do embate e, claro, do placar para cada seleção. Os ingleses entraram em campo precisando vencer, já que sofreram o empate no último minuto de bola rolando contra a Rússia, o que acabou soando como uma derrota, além de que se perdesse hoje, a classificação para as oitavas de final se tornaria extremamente complicada. Já Gales vinha de uma vitória diante da Eslováquia, e só um empate já seria vibrado como um triunfo por eles, muito por causa do ineditismo dos galeses na Euro, mas também, e, principalmente, por se tratar de um duelo contra uma potência no futebol.
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Pelo menos foi isso que os galeses mostraram hoje. Embora a seleção inglesa tenha tido o domínio do jogo desde o primeiro minuto, foi Gales quem abriu o placar e segurou a vantagem até onde pôde. Os lances mais perigosos do jogo foram do lado inglês, mas a bola não entrava de maneira alguma. Também, o trio de ataque do elenco titular de Hodgson não colaborava muito. Foi em uma jogada de bola parada que Bale, sempre Bale, colocou os galeses na frente: 1 a 0. Uma jogada, aliás, que ainda que não possa ser considerada um frango, era defensável, sim, para Hart. A distância de Bale para o alvo era enorme e o chute nem foi tão forte assim. Foi desse jeito que o marcador permaneceu até o técnico inglês ter um insight de algo que, na verdade, estava muito escancarado: Kane e Sterling e não estavam rendendo. E a Inglaterra precisava marcar gols!
Então, para a segunda etapa, Mr. Hodgson resolveu voltar à campo com Vardy e Sturridge. E não demorou muito para que o “domador de Leões” ficasse satisfeito com uma de suas substituições. Aos 10 minutos após o intervalo, em um lance um tanto atrapalhado de bate-rebate na pequena área, o artilheiro do Leicester aproveitou a sobra e deixou tudo igual em Lens. É válido falar, também, que as tantas chegadas inglesas ao ataque, algumas com perigo, algumas não, só foram possíveis porque Gales parecia estar confortável com o empate e praticamente não passava do meio-campo. Como dito, a Inglaterra dominou o jogo do começo ao fim, mas nos primeiros 45 minutos os galeses ainda arriscavam alguns contra-ataques. Nos 45 últimos, preferiram tirar o pé e apostar na retranca. Tudo bem, cada técnico com sua tática, mas foi um risco e Coleman pagou por isso pouco antes do apito final.
A câmera focou em um torcedor de Gales que chorava de emoção com um empate que, para eles, era muito valioso, diante de uma adversária que sempre esteve presente em patamares mais altos. Pouco depois dessa imagem ter sido capturada, em mais uma jogada meio enrolada, Sturridge virou a partida a favor dos ingleses. Assim, em questão de instantes, mesmo. No acréscimo, a Inglaterra fez 2 a 1 e tornou aquelas lágrimas de orgulho em um choro de tristeza. Apesar da virada heroica, o resultado mascara um pouco o futebol que a seleção inglesa vem mostrando, em cujo ela detem a posse de bola, mas tem muita dificuldade na execução e finalização das joadas.

Aliás, uma dica para você que tem assistido aos jogos da Eurocopa: nunca, jamais, em hipótese alguma desligue sua televisão antes do árbitro apitar o fim da partida durante esta edição do torneio. Até o momento, parece que separaram as maiores emoções e os momentos decisivos para os últimos suspiros até que a bola pare de rolar. Vide jogo esse jogo de hoje, o de ontem, da França contra a Albânia e até o da própria Inglaterra, no sábado, contra os russos. E é assim que a gente gosta mesmo!
Inglaterra 2×1 Gales
Inglaterra: Hart, Walker, Cahill, Smalling e Rose; Alli, Dier e Rooney; Lallana (Rashford), Kane (Vardy) e Sterling (Sturridge). Técnico: Roy Hodgson
Gales: Hennessey, Gunter, Chester, A. Williams, Ben Davies e N. Taylor; Ramsey, Ledley (Edwards) e Allen; Robson-Kanu (J. Williams) e Bale. Técnico: Chris Coleman
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