Eurocopa

Estreou bem? De Bruyne saiu do banco e ajudou Bélgica a virar a partida em 45 minutos

O meia, voltando de cirurgia no rosto após aquele choque com Rüdiger, foi decisivo na vitória por 2 a 1 sobre a Dinamarca

Roberto Martínez deve ter ficado muito preocupado assistindo à final da Champions League. Kevin de Bruyne teve que ser substituído no segundo tempo após um choque com Antonio Rüdiger. O diagnóstico não acalmou seus ânimos: fratura em um osso do nariz e da cavidade ocular. Teve que passar por cirurgia, e a participação do meia na Eurocopa ficou em dúvida. Seria um golpe muito forte às pretensões da Bélgica, como ficou claro nesta quinta-feira. Em dificuldades, a diferença entre um time com ele e sem e foi grande.

O treinador o havia descartado para a primeira rodada. Não colocou um cronograma em sua reintegração, mas o levou ao banco de reservas para enfrentar a Dinamarca. Ele não havia feito falta contra a Rússia. Ninguém faria em um jogo tão fácil. Mas depois do primeiro tempo fantástico da Dinamarca, sufocando a seleção belga, abrindo o placar, criando chances, defendo bem, foi necessário que ele entrasse. E aí, meus amigos, a história é outra.

Ele entrou no intervalo no lugar de Dries Mertens. Sem máscara de proteção, como Martínez também havia indicado antes do torneio começar. Logo aos nove minutos, participou da jogada do gol de empate desde o início. O tapa de primeira no meio-campo para Lukaku não foi preciso. A marcação conseguiu fazer o corte. Mas Lukaku ficou com a sobra e arrancou até a área, como poucos centroavantes no mundo conseguem fazer. De Bruyne recebeu e teve toda a calma do universo para dominar, abrir espaço e passar para Thorgan Hazard emendar às redes.

Na virada, mostrou sem outro grande atributo. Outra jogada que teve ótima participação de Lukaku na origem. A rápida troca de passes entre Tielemans e os Hazards terminou com o toque de primeira de Eden para a esquerda. De Bruyne chegou batendo de canhota, de primeira, e acertou o cantinho. Não deu muitos toques na bola, deu apenas mais um chute a gol, defendido sem problemas por Schmeichel, mas foi extremamente decisivo – embora, no geral, Lukaku provavelmente tenha feito uma atuação melhor.

Embora mesmo sem ele a Bélgica continue com uma equipe muito qualificada, com jogadores criativos que vieram de boas temporadas como Yannick Carrasco e Youri Tielemans, De Bruyne está em um nível completamente diferente. Foi um dos melhores do mundo nas últimas temporadas. É um ótimo sinal para Martínez que ele tenha correspondido tão rapidamente ao entrar em campo, diante das justas preocupações se ele sequer conseguiria disputar a Eurocopa.

Após um jogo dominante contra a Rússia, a Bélgica correu sérios riscos contra a Dinamarca, mas contou com seus principais talentos para virar um jogo que merecia até ter perdido. Somou seis pontos, garantiu-se nas oitavas de final e mostrou margem de crescimento. Imagina quando De Bruyne estiver com mais ritmo de jogo e totalmente integrado ao time?

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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