Eurocopa

Espanha trocou quase mil passes, quase todos inúteis, e fica no empate sem gols contra a Suécia

Muito passe de lado, nenhuma eficiência: a Espanha fez 917 passes ao longo do jogo, mas a falta de objetividade pesou para um empate sem sal contra os suecos

A Espanha há muito tempo é um time de troca de passes com paciência. Isso já é esperado, mas o que vimos nesta segunda-feira, na estreia da Roja na Euro 2020 foi um desperdício de passes. Foram 917 ao longo do jogo, um número incrivelmente alto, mas com uma ineficiência tão alta quanto. O empate com a Suécia por 0 a 0 não foi uma surpresa para quem assistiu ao jogo. A partida passou longe de ser um bom jogo e os espanhóis ofereceram pouco. A Suécia, com uma estratégia mais defensiva, pode sair mais satisfeita de campo.

De quente mesmo, o jogo só teve a temperatura. Sevilla é uma região conhecida pelo seu calor e assim foi no jogo, que aconteceu no Estádio La Cartuja. O jogo teve temperatura morna quase que o tempo todo. A Espanha jogou ao seu estilo: muitos, muitos, muitos passes, indo de um lado a outro, buscando o espaço, sem imprimir muita velocidade. A Suécia se colocava defensivamente, tentando fechar os espaços em um 4-4-2 típico.

Com 18 anos e 201 dias, o meio-campista Pedri tornou-se o mais jovem espanhol a entrar em campo em uma grande competição. Superou Cesc Fàbregas, que entrou em campo contra a Ucrânia, na Copa de 2006, com 19 anos e 41 dias. Foi o único recorde relevante da Espanha. Isso porque quebraria outro no primeiro tempo: os 419 passes trocados no primeiro tempo foi o recorde em um só tempo desde que a Opta começou a coletar os dados, em 1980.

Passes inúteis e chumbo trocado

O jogo teve esse panorama desde o início: muitos passes, posse de bola avassaladora dos espanhóis e muito pouco de chances de gol.

Já no fim do primeiro tempo, a Suécia cometeu uma falha grave. Danielson falhou no corte em uma bola de Jordi Alba, a bola sobrou para Álvaro Morata, que, livre, tocou para fora. Foi uma grande chance.

A Suécia conseguiu uma grande chance aos 41. Um chute longo de Olsen caiu para Isak, que tentou o chute, foi bloqueado por Aymeric Laporte, tentou de novo e, desta vez, ele venceu o goleiro Unai Simón, mas Marcos Llorente conseguiu tocar na bola, que ainda bateu na trave e saiu. Um lance dramático. Logo depois, aos 44, Dani Olmo chutou de fora da área e obrigou Olsen a uma grande defesa.

Berg com um grande “PERDEU”

No segundo tempo, o panorama continuou o mesmo: Espanha gastando passes para o lado, enquanto a Suécia tentava se defender. Os suecos trocaram pouquíssimos passes, mas foram os que chegaram com perigo.

Em um lance que Isak estava cercado por três, ele girou, conseguiu se livrar da marcação e cruzou rasteiro. Marcus Berg, que no seu auge não era dos melhores e está longe do auge, tocou mal e mandou para fora. Uma grande chance perdida.

Mudanças dos dois lados

Luis Enrique tentou mexer no time para ganhar mais força. Aos 21 minutos, perdeu a paciência com Álvaro Morata e colocou em campo Pablo Sarabia. Também sacou Rodri e colocou Thiago Alcântara.

Na Suécia, Viktor Claesson e Robin Quaison substituíram a dupla de ataque, Alexander Isak e Marcus Berg. Os dois pareceram cansados ao saírem. Depois, Luis Enrique colocou em campo Gerard Moreno, sacando Dani Olmo, e também colocou Mikel Oyarzábal no lugar de Ferrán Torres. No final do jogo, ainda colocou Fabián Ruiz no lugar de Koke.

A Suécia fez mais mudanças, mas parecia bastante satisfeita com o que acontecia. Assim, gastou o tempo e deixou que ele fluísse sem qualquer pressa. Foi, aos poucos, vendo o relógio se aproximar dos 45 minutos, passar disso, enquanto a Espanha tentava, sem sucesso. O jogo parecia destinado a um 0 a 0, com uma alta dose de ineficiência da Espanha e uma aposta da Suécia justamente nisso.

Próximos jogos

A Espanha volta a campo no próximo sábado, 19, contra a Polônia. Depois, joga contra a Eslováquia no dia 23. Os dois jogos são em La Cortuja. Já a Suécia enfrenta a Eslováquia no dia 18, sexta, em São Petersburgo, e depois enfrenta a Polônia, no dia 23, novamente na Rússia.

Ficha técnica

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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