Espanha não se abateu diante da maldição da data, ainda que a vitória não tenha sido convincente
Hoje foi o dia da seleção que mais levantou taças da Eurocopa fazer sua estreia na 15ª edição do torneio. Com muitas expectativas e algumas críticas e incertezas, a Espanha entrou em campo, em Toulouse, contra a República Tcheca, a talvez adversária menos perigosa do grupo D da competição. Por conta disso, era esperado que, no mínimo, a Furia fizesse mais do que um gol achado nos últimos instantes de bola rolando. Graças a uma “jogada do Barcelona”, os espanhois, que, desde 2014, não ficam muito felizes em ver que o calendário marca o dia 13 de junho, puderam comemorar a vitória por 1 a 0. Mas verdade seja dita: ela não foi nada convincente.
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A República Tcheca mal ofereceu perigo à defesa espanhola durante a maior parte do tempo, o que contribuiu muito para a Espanha ampliar o recorde de clean sheets na Eurocopa (jogos sem tomar gol) para seis partidas consecutivas. No melhor estilo tiki-taka, os espanhois tocavam a bola com calma e até articulavam boas jogadas no meio-campo, mas falhavam na finalização. Isso é, quando finalizavam. O maior problema do time que atuou hoje contra os tchecos foi exatamente este: os jogadores não chutavam no gol.
A grande estrela do jogo foi o veterano Iniesta, de quem saíram as melhores oportunidades da partida. Aliás, foi ele quem assistiu Pique na única vez que a rede balançou hoje. Certeiro no passe para o companheiro de seleção e do Barcelona, em que ele praticamente encaixou a bola na cabeça do zagueiro, o meia foi o responsável por criar mais quatro chances ofensivas, as quais só não se converteram em gols pela competência da defesa tcheca, que até os 43 minutos da segunda etapa parecia impermeável. Outro jogador que se sobressaiu ao lado de Iniesta no meio-campo foi David Silva, que aparentava bem inspirado em seu 100º jogo vestindo a camisa da seleção espanhola.
Em contrapartida, os pouco mais de 70 minutos de Fabregas em campo não foram muito bons. Sua atuação deixou a desejar e foi bem um reflexo da última temporada que fez pelo Chelsea. Não deu para entender a lógica de del Bosque em colocar de titular um jogador que não está em sua melhor fase e ainda mante-lo na partida por tanto tempo (com ele jogando mal). Ainda mais quando se tinha Koke, que fez uma baita campanha com o Atlético de Madrid em 2015/16, no banco.
Escalações
Espanha: De Gea; Juanfran, Sergio Ramos, Pique e Jordi Alba; Busquets, Iniesta e Fabregas (Thiago Alcântara); David Silva, Morata (Aduriz) e Nolito (Pedro). Técnico: Vicente del Bosque
República Tcheca: Petr Cech; Kaderabek, Sivok, Hubnik e Limbersky; Darida, Plasil, Gebre Selassie (Sural) e Rosicky e Pavelka (Krejci); Necid (Lafata). Técnico: Pavel Vrba

