Eurocopa

Entrada de Donyell Malen deu mais velocidade e dinamismo ao ataque da Holanda

O rápido atacante do PSV foi a principal novidade da seleção holandesa na vitória por 3 a 0 sobre a Macedônia do Norte

A Holanda jogou muito bem nesta segunda-feira. Em que pese ter enfrentado a seleção que deve ser a vice-lanterna da Eurocopa, à frente apenas da Turquia, imbatível pelo menos nesse quesito, foi uma atuação para ganhar confiança rumo ao mata-mata. E fica impossível ignorar a diferença que fez uma das mudanças de Frank de Boer. A entrada de Donyell Malen na vaga de Wout Weghorst deu mais velocidade e outro dinamismo ao ataque laranja na vitória por 3 a 0.

Os dois não poderiam ter características mais diferentes. Weghorst, com quase dois metros de altura, fez uma ótima temporada pelo Wolfsburg, com 20 gols em 34 rodadas da Bundesliga. Mas é um centroavante mais clássico. Tem sua utilidade, especialmente contra defesas muito fechadas, quando pode brigar com os zagueiros, ganhar bolas pelo alto, fazer o pivô aos companheiros, ou entrando no segundo tempo para reforçar o jogo aéreo.

Mallen oferece outras coisas. Trocou a base do Ajax pela do Arsenal quando ainda era adolescente, mas não chegou a estrear no time principal dos ingleses. Foi vendido ao PSV em 2017 e rapidamente se tornou uma das principais promessas holandesas. Mistura velocidade com faro de gol, autor de 55 em 116 partidas pela equipe de Eindhoven.

Combinado com Memphis Depay no ataque, com Wijnaldum por trás e Denzel Dumfries na ala direita, ele ajudou a tornar a Holanda uma equipe mais perigosa nas rápidas transições. A outra troca de De Boer, Ryan Gravenberch, outro jovem de futuro do futebol holandês e com mais chegada do que Martin de Roon, também contribuiu.

Malen foi um dos melhores em campo. O entrosamento com Depay parecia até antigo. O primeiro gol começou com um contra-ataque puxado por ele e terminou com assistência para ex-jogador do Lyon. Ele deu outro passe açucarado para Dumfries minutos depois, após receber de Depay em profundidade. Embora não tenha acertado um chute no gol, facilitou a vida dos companheiros e foi o principal garçom da Holanda, com quatro passes para finalização – e uma assistência.

No jogo anterior, contra a Áustria, havia entrado no lugar de Weghorst aos 19 minutos do segundo tempo e serviu Dumfries para o segundo gol. Pede passagem para ser titular na seleção holandesa, pela qual atuou apenas 12 vezes. No mata-mata, em que a Holanda pode enfrentar mais adversários que saem para o jogo, a velocidade de Malen pode ser essencial para a sua eficiência ofensiva, e De Boer parece ter percebido isso.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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