Eurocopa 2024

Empate no fim macula a boa estreia da Inglaterra e relembra decepções do passado

Tudo corria muito bem para a Inglaterra. A atuação foi excelente no Vélodrome contra a Rússia, na estreia da Eurocopa. Chances foram criadas, Akinfeev precisou realizar grandes defesas e, no segundo tempo, Eric Dier abriu o placar. Até os 47 minutos do segundo tempo, quando um vacilo da defesa manteve a escrita de que os ingleses nunca venceram a primeira partida do torneio continental europeu.

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Foi um balde de água fria em uma partida muito boa da Inglaterra, que pecou no último passe e nas finalizações, mas, no geral, foi a senhora do jogo contra a Rússia durante os 90 minutos. Foi castigada por não ter aproveitado as chances que criou para ampliar a sua vantagem. O resultado final faz a torcida se lembrar de decepções passadas – não faz uma grande campanha desde a Copa de 2006 -, no primeiro jogo do torneio para o qual estão animados pela jovem nova geração que vem surgindo.

A seleção inglesa não demorou nada para mostrar sua vontade de corresponder às altas expectativas que foram postas nas costas do time. Realizou um ótimo primeiro tempo contra a Rússia, muito forte pelas laterais e com Rooney, melhor passador da etapa inicial, atuando de armador. Pela direita, onde Kyle Walker passeou, criou duas boas oportunidades desperdiçadas por Lallana. Na primeira, Akinfeev fez grande defesa. Na segunda, a bola passou perto da trave.

A posse de bola era da Inglaterra, que chutou dez vezes a gol, quatro certas. Uma delas foi um arremate de Rooney, da entrada da área, que exigiu outra boa intervenção do goleiro russo. Acima de tudo, o time de Roy Hodgson foi seguro, com a Rússia finalizando apenas uma jogada, defendida por Joe Hart.

A Rússia conseguiu equilibrar um pouco as ações no segundo tempo e chegou perto de abrir o placar com um chute bem colocado de Smolov, que passou perto da trave de Joe Hart. Mas, pouco a pouco, foi retomando o controle. Akinfeev fez uma defesa maravilhosa em um chute de frente de Rooney. O chute veio forte, no canto, e o goleiro espalmou a bola em direção à trave. No rebote, Lallana acertou novamente o poste, mas já estava impedido.

 

O gol inglês saiu em uma cobrança de falta realizada por Eric Dier, da entrada da área. O chute não foi tão no ângulo quanto deveria para desculpar Akinfeev, que poderia ter feito um trabalho melhor no lance. Ficou atrás da barreira e pareceu surpreendido com a finalização do bom jogador do Tottenham, que atuou no meio-campo ao lado do companheiro de equipe Dele Alli.

A Inglaterra já diminuía o ritmo e deixava o tempo correr quando a Rússia alcançou o empate, aos 47 minutos do segundo tempo. A bola foi alçada de qualquer jeito na área, e Berezutski cabeceou por cobertura. Joe Hart ficou enraizado no chão, olhando para cima, e apenas a observou atravessar a linha. Glushakov ainda garantiu que ela entrasse, mas o gol foi mesmo dado a Berezutski.

 

Mesmo jogando bem, a Inglaterra reencontrou-se com fantasmas do passado, quando foi pródiga em decepcionar a sua torcida, mesmo com muitos recursos à disposição. A sorte é que o tropeço aconteceu na primeira partida e há muito tempo para a seleção inglesa se recuperar e ainda fazer uma boa Eurocopa. Precisa reunir suas forças e lembrar o que fez de bom, neste sábado, em Marselha. E também garantir que os erros não se repitam.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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