Eurocopa

Embora longe de brilhante, Hazard deu bons sinais em primeiro jogo como titular na Euro

Participou do jogo, bateu para o gol, exigiu defesas de Hrádecky e completou 90 minutos pela primeira vez em mais de um ano

Uma das chaves para a Bélgica fazer uma boa campanha na Eurocopa, talvez até conquistar o título, é saber o quanto poderá contar com Eden Hazard. Craque do time não muito tempo atrás, tem sido um fator praticamente nulo ao Real Madrid desde que foi contratado do Chelsea. Sofre com dificuldade para entrar em forma e se adaptar ao novo clube, mas deu bons sinais na vitória por 2 a 0 sobre a Finlândia esta segunda-feira de que pode pelo menos ser útil ao time de Roberto Martínez.

Não foi brilhante, longe disso, mas participou bastante da partida, envolveu-se em muitas ações ofensivas, bateu para o gol e aguentou os 90 minutos em um nível relativamente alto. Isso é relevante porque não havia feito uma partida completa pelo Real Madrid na temporada passada – e na anterior, apenas cinco. A última vez que fez um jogo do começo ao fim? Dia 23 de novembro de 2019.

Parênteses: foi substituído apenas aos 44 minutos do segundo tempo no jogo de volta das semifinais da Champions League contra o Chelsea, em maio, a única vez em toda a temporada passada em que chegou perto de completar uma partida inteira.

Com a classificação garantida, mas ainda precisando pelo menos empatar para garantir a primeira colocação do grupo, Martínez rodou um pouco o seu elenco. De Bruyne e Witsel, voltando de lesão, começaram jogando. Também foi a oportunidade para Hazard fazer a sua primeira partida como titular na Eurocopa, depois de entrar no decorrer das rodadas anteriores e até ter contribuído com assistência para o gol de De Bruyne contra a Dinamarca.

Ele compôs o ataque com Jérémy Doku, outra novidade, e Romelu Lukaku, com De Bruyne um pouco mais recuado ao lado de Witsel. E foi bem. Deu dois chutes a gol e dois para fora. Uma das finalizações corretas mostrou que estava ligado na partida. Foi um escanteio rasteiro cobrado por De Bruyne para a primeira trave, aproveitando falha na marcação finlandesa. Atento, ele apareceu no buraco, mas bateu mal, fraco demais, fácil para Hrádecky.

Alguns minutos depois, foi bem mais perigoso. A Bélgica construiu uma boa jogada pela esquerda. De Bruyne acionou Witsel com um lindo passe. A bola foi redirecionada a Hazard, que dominou com a perna direita e emendou o chute com a esquerda. Não marcou graças a uma grande defesa de Hrádecky. Nos minutos finais, ainda teve gás para acompanhar o contra-ataque. Recebeu pela esquerda, entrou na área, limpou a marcação e bateu colocado. Por pouco não fez um golaço.

Ainda não dá para dizer que Hazard está recuperado, mas este foi o jogo em que mais se pareceu com um jogador de futebol de alto nível em muito tempo. O potencial para crescer tem que preocupar os adversários da Bélgica, que teve talvez o melhor jogador da fase de grupos em Romelu Lukaku, venceu as três partidas com momentos de bom futebol e ainda não contou com a plenitude de Kevin de Bruyne – ou de Hazard.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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