Dois lances que comprovam: Király é mesmo o tiozão do churrasco infiltrado na Euro

Gábor Király é muito mais do que uma calça de moletom. O veterano pode não ter sido um goleiro de primeiro nível, mas construiu uma carreira de respeito. Por anos esteve entre os melhores de sua posição no futebol alemão, além de ter sido ídolo em clubes tradicionais, como o Hertha Berlim, o Crystal Palace e o Munique 1860. Na seleção húngara, então, sua importância não se discute. Király superou o lendário József Bozsik para se tornar o jogador com mais partidas disputadas pelos magiares. E, retomando a posição de titular a partir de 2014, foi fundamental na conquista da classificação para a Eurocopa. Seu milagre contra a Noruega, na repescagem, valeu tanto quanto um gol. Não à toa, é uma das principais figuras no elenco que segue aos mata-matas.
Destacados os méritos esportivos, não dá para negar também que Király gosta de uma galhofa. E não é nem pelo moletom, em si, uma opção por seu conforto e por sua superstição. Contra a Islândia, o veterano já tinha feito uma graça em campo ao passar uma bola por baixo das pernas na reposição. Já nesta quarta, durante o empate contra Portugal, outro lance maroto. Os húngaros trocavam passes no campo de defesa, só para gastar o tempo. Até que o camisa 1 resolveu fazer uma graça, fingindo que ia chutar com uma perna e tocando com a outra. A gente tenta te levar a sério, Király, mas você faz mesmo questão de ser o tiozão do churrasco infiltrado na Euro.

