Eurocopa 2024

Dois gols perdidos por Milik separaram a ainda sonolenta Alemanha da derrota

Eram os primeiros 20 segundos da etapa final no Stade France. A bola foi cruzada por Grosicki, Milik tentou cabecear, mas a acertou com o nariz e perdeu uma grande chance para a Polônia. Aproximadamente 20 minutos depois, a jogada saiu da esquerda, novamente com Grosicki, e encontrou o atacante do Ajax livre, na marca do pênalti. Milik furou. Foram os dois erros que impediram a campeã mundial Alemanha de ser derrotada na segunda rodada da fase de grupos da Eurocopa da França.

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Depois de vencer a Ucrânia com alguma dificuldade – Schweinsteiger fez o 2 a 0 apenas nos minutos finais -, a Alemanha mais uma vez não conseguiu demonstrar um grande futebol. Longe, pelo menos, do que desempenhou na Copa do Mundo, dois anos atrás. Renovação à parte, já que, dos 14 que entraram em campo no Maracanã contra a Argentina, nove também enfrentaram a Polônia, está faltando aos alemães jogar mais bola mesmo.

Apesar do controle do jogo, comandado por um Toni Kroos que praticamente não erra passes, a Alemanha deu acertou apenas três chutes ao gol de Fabianski, sem conseguir transformar posse de bola em pressão efetiva sobre a Polônia. Götze teve uma atuação burocrática no comando do ataque da seleção e foi substituído por Mario Gomez no segundo tempo. Nem Özil, nem Müller, e nem Draxler forneceram a contundência que a seleção campeã mundial precisou contra uma bem organizada Polônia.

As principais chances, portanto, foram polonesas. Duas bolas que caíram nos pés de Milik, que havia jogado bem contra a Irlanda do Norte na primeira rodada, mas, na segunda, fez com que a torcida quisesse que as chances tivessem aparecido para o craque Lewandowski. Errou o tempo de bola no cabeceio, a metros da linha de gol, e furou espetacularmente no segundo, impedindo até que o cruzamento seguisse para o companheiro que estava atrás dele.

Se uma dessas bolas tivesse entrado, a Alemanha teria perdido. Ou reagiria. Continua sendo uma das seleções mais talentosas do mundo, mas precisa acordar do sono profundo que começou minutos depois do fim do último Mundial para levar mais um título na França. Caso contrário, uma hora a bola cairá nos pés de um atacante menos piedoso que Milik.

Escalações

Polônia: Fabianski; Piszczek, Pazdan, Glik e Jedrzejczyk; Grosicki (Peszko), Maczynski (Jodlowiec), Krychowiak e Blaszczykowski (Kapustka); Milik, Lewandowski. Técnico: Adam Nawalka

Alemanha: Neuer; Höwedes, Boateng, Hummels e Hector; Khedira, Kroos, Özil, Draxler (Gomez) e Müller; Götze (Schürrle). Técnico: Joachim Löw

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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