Com quarta semifinal em cinco Eurocopas, Portugal se fez grande no sofrimento
A Eurocopa está mesmo nos acostumando a jogos arrastados. No jogo que abriu as quartas de final, vimos mais um desses jogos que nos fez sofrer. O empate por 1 a 1 entre Portugal e Polônia era para decidir quem avançaria à semifinal. E o problema é que depois de um bom primeiro tempo, o que se viu no segundo tempo e dali em diante foi um jogo arrastado, quase implorando pelos pênaltis. E eles vieram. Foi assim que Portugal de Cristiano Ronaldo arrancou a vitória, sofrida, chorada, difícil.
Uma semifinal que veio a duras penas, mas que não é incomum. É a quarta vez nas últimas cinco Eurocopas que Portugal está na semifinal. Se tornou um time habitual nesta fase. Em 2000, foi até a semifinal e caiu diante da França, que acabaria campeã. Em 2004, foi finalista e sofreu a dramática derrota para a Grécia em casa.
Em 2008, a única que não chegou entre os quatro melhores desse período, caindo para Alemanha nas quartas de final. Por fim, em 2012, novamente foi eliminado nas semifinais, para a Espanha, e nos pênaltis. Chegar tantas vezes à semifinal neste período, com duas gerações diferentes, é muito relevante para Portugal. Ninguém tem tantas semifinais no mesmo período.
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O começo do jogo foi muito bom para a Polônia. Em uma virada de jogo, Cédric, lateral direito português, furou a bola, que sobrou para Grosicki avançar pela esquerda, cruzar rasteiro para Lewandowski, que finalizou bem e marcou. O primeiro dele na Eurocopa.
Embora tenha conseguido uma vantagem cedo, a Polônia não recuou. O jogo era, como esperado, equilibrado. Não havia grandes chances, mas ao menos Portugal desta vez acertava o gol. E aos 33, fez mais do que isso. Em uma boa jogada de Renato Sanches, Nani devolveu ao meio-campista de calcanhar. Sanches chutou de perna esquerda e acertou o canto do goleiro para empatar, aos 33 minutos.
O primeiro tempo não foi incrível, mas o segundo piorou. Os dois times pareceram sentir o cansaço e as chances de gol rarearam. Os dois times tentaram chegar. O ritmo do jogo diminuiu com o tempo. Vale lembrar que os dois times tiveram prorrogações desgastantes nas oitavas de final. E, assim, o jogo ficou arrastado… Como, aliás, foi comum nos jogos tanto de Portugal quanto da Polônia.
Aos 40 minutos do segundo tempo, o craque de Portugal teve a bola do jogo. Em um belíssimo lançamento longo de João Moutinho para Cristiano Ronaldo, o camisa 7, livre, furou e perdeu a melhor chance dele no jogo. A melhor chance de Portugal. O jogo foi mesmo para a prorrogação.
Nos pênaltis, os três primeiros de cada lado converteram suas cobranças. O quarto de Portugal também. O da Polônia não. Blaszczykowski, um dos melhores jogadores do time no torneio, cobrou no canto e o goleiro Rui Patrício defendeu. Depois, Quaresma cobrou a última de Portugal, fez o gol e saiu para a comemoração. Portugal, mesmo sem brilhar, vai à semifinal.
Portugal 1×1 Polônia
Portugal: Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte e Eliseu; João Mário (Quaresma), William Carvalho (Danilo), Adrien Silva (João Moutinho) e Renato Sanches; Cristiano Ronaldo e Nani. Técnico: Fernando Santos
Polónia: Fabianski; Piszczek, Glik, Pazdan e Jedrzejczyk; Blaszczykowski, Krychowiak, Maczynski (Jodlowiec) e Grosicki (Kaputska); Milik e Lewandowski. Técnico: Adam Nawalka
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