Eurocopa

Ceferin descarta Euro com portões fechados: “Cada sede precisa garantir que haverá torcida”

O presidente da Uefa, Aleksandr Ceferin, segue fazendo uma alta aposta de que a situação da pandemia na Europa, apesar do baixo ritmo da vacinação neste momento, estará boa o suficiente para não apenas realizar a Eurocopa em múltiplas sedes, mas também com presença de torcedores.

Em entrevista à Sky Sports, o dirigente deixou claro: as cidades que não conseguirem apresentar até o começo de abril um plano garantindo arquibancadas abertas, mesmo que com capacidade limitada, serão excluídas da competição.

A Uefa tem reiterado a intenção de manter o plano inicial de sediar a competição, marcada para 2020 e adiada por causa da pandemia, em 12 cidades-sede ao redor do continente: Londres, Munique, Roma, Baku, São Petersburgo, Bucareste, Amsterdã, Dublin, Bilbao, Budapeste, Glasgow e Copenhague.

Recentemente, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, que está com a imunização em um estágio avançado, se mostrou disposto a receber mais partidas do que as sete que estão previstas. Talvez até a competição inteira, o que o próprio governo britânico descartou como sendo apenas “especulação”.

Um torneio como locomoção entre países em diferentes estágios da pandemia e da vacinação, com suas próprias restrições, apresenta um desafio gigantesco à Uefa. E, para pular de “difícil” para “muito difícil”, a Uefa faz questão de que haja torcida.

“Temos muitos cenários, uma garantia é que a opção de jogar qualquer partida da Eurocopa em um estádio vazio está descartada”, afirmou Ceferin, à Sky Sports. “Cada sede precisa garantir que haverá torcedores nos jogos”.

A Uefa deu prazo até 7 de abril para as sedes apresentarem o seu planejamento. O comitê executivo da entidade se reunirá no dia 19 daquele mês e a decisão final será tomada no congresso marcado para o dia seguinte.

No começo de março, o conselheiro médico da Uefa, Robert Koch, que também atuou em papel de liderança no combate contra o vírus na Suíça, afirmou que havia um lado positivo em realizar a Eurocopa em mais de uma sede.

“Por um lado, temos que discutir com cada país, cada cidade, porque será o governo quem decidirá o que é possível ou não”, afirmou, em entrevista à AFP. “Provavelmente, haverá diferenças de um lugar para o outro. Mas isso não é apenas um problema”.

“Se não pudermos fazer mais nada em um país, ainda haverá outros 11 onde as preparações estão em andamento. Se tudo estivesse em um país, e não pudéssemos fazer nada nele, tudo seria perdido. Ter discussões com vários governos também significa que podemos comparar abordagens diferentes”, completou.

A Eurocopa está marcada para começar em 11 de junho, no Estádio Olímpico de Roma, com o duelo entre Itália e Turquia.


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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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