Eurocopa

Bale foi brilhante, Turquia decepcionou novamente, e Gales saiu com uma vitória enfática

O craque articulou as melhores jogadas de Gales na vitória por 2 a 0 sobre uma seleção turca sem recursos

País de Gales ficou muito próximo de se classificar às oitavas de final da Eurocopa após vencer a Turquia por 2 a 0, nesta quarta-feira, em um jogo que misturou mais uma atuação fraca dos turcos com a melhor exibição individual da competição até aqui.

Gareth Bale, após uma atuação apagada contra a Suíça na primeira rodada, foi de longe o melhor em campo. Fez basicamente o que quis. Deixou os companheiros na cara do gol uma meia dúzia de vezes. Poderia ter deixado o seu nome no placar, não tivesse perdido pênalti, mas nem isso prejudicou o seu brilho.

Por outro lado, a Turquia foi mais uma vez uma seleção sem recursos, que sequer conseguiu se defender bem. Não teve, também, nada no setor ofensivo além de algumas arrancadas de Cengiz Ünder. Çalhanoglu pouco produziu. Yilmaz teve poucas chances. E a melhor que teve, mandou para fora.

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De Bale para Ramsey – vezes três

Bale foi o principal articulador de Gales, mesmo que não tenha mostrado a velocidade e explosão de seus melhores dias. Ele deu um lindo lançamento longo para a esquerda que terminou em cruzamento de Daniel James para cabeçada alta de Kiefer Moore, mas o destaque foi a dobradinha com Aaron Ramsey. O destaque por parte dele, quero dizer. Porque pela parte de Ramsey….

Pela parte do Ramsey foi um pouco pior. Bale o deixou três vezes na cara do gol, em situação claríssima. E ele guardou apenas a última oportunidade. Primeiro, aos seis minutos, Bale deu um passe de canhota para acionar Ramsey pela esquerda. O meia teve qualidade para cortar Söyüncü, mas errou na hora de chutar – chapado, por baixo, no canto. Ugurcan Çakir fez a defesa com o pé.

Depois, aos 20, pela direita da intermediária, Bale cortou as duas linhas de defesa da Turquia com um passe por elevação. Ramsey teve o timing perfeito para não ficar em impedimento. Dominou e… isolou. Por cima do travessão. Aos 43 minutos, não conseguiu perder. Outro passe por cima de Bale, agora quase do meio-campo, encontrou Ramsey na marca do pênalti. Ele matou no peito e emendou o chute cruzado de direita para abrir o placar.

Turquia mal (de novo)

Não foi no primeiro tempo que a Turquia estreou de vez na Eurocopa. Teve um pouco mais de atitude do que na primeira partida contra a Itália – mas porque era impossível ter menos. Com Ünder titular, ganhou um pouco mais de força e velocidade pela direita. Tentava chegar pelos lados, mas criou muito pouco. A melhor chance foi uma cobrança de falta rápida que encontrou Ünder livre na ponta. Yilmaz emendou o cruzamento rasteiro, mas, com desvio, ganhou apenas escanteio. Em um canto posterior, Joe Morrell, cortou uma cabeçada de Kaan Ayhan teoricamente em cima da linha. Teoricamente porque a bola provavelmente ia para fora de qualquer maneira.

Por cima!

A primeira chance de ouro do segundo tempo foi da Turquia. Ayan ajeitou de cabeça para a boca do gol, Yilmaz girou, sem marcação, e emendou um chute forte. Por cima. E aí, Bale teve a chance de se consolidar como o grande herói do dia. Avançou da esquerda em diagonal tentando invadir a área e, bem no limiar, caiu após contato com a perna de Zeki Çelik. É possível defender que foi o próprio Bale quem buscou o contato, mas o árbitro marcou pênalti. Com a canhota, Bale bateu alto. Muito alto. Também por cima.

Turquia reage (mais ou menos)

Enfim, a Turquia deu uma reagida depois do pênalti perdido por Bale. Nada demais, mas pelo menos pressionou, teve intensidade, cruzou umas bolas na área e finalizou. Gales pareceu acuado em certos momentos. Ainda assim, Gales seguiu mais perigoso. Ramsey tentou devolver a gentileza com um cruzamento alto para a segunda trave. Bale não conseguiu cabecear forte. Çakir encaixou. A Turquia exigiu uma grande defesa de Danny Ward com uma cabeçada de Demiral.

Nos acréscimos, Gales estava mais próximo do segundo gol do que a Turquia do primeiro. E foi o que aconteceu. Harry Wilson recebeu pelo meio e, cara a cara com Çakir, não ganhou nada além do escanteio. Houve dois seguidos, ambos batidos da mesma maneira. Bale recebeu curta e invadiu a área paralelamente à linha de fundo. Na primeira vez, tentou bater de Trivela. No escanteio seguinte, tocou para trás, Connor Roberts completou, e Gales fechou uma vitória enfática.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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