Eurocopa

A imagem do dia na Euro: O Homem de Lego

Pernas curtas, rosto quadrado e movimentos travadões: Xherdan Shaqiri, o Homem de Lego, aprontou novamente e colocou a Suíça perto das oitavas de final da Eurocopa. Logo ele, que não aparece muito por clubes, mas sempre é protagonista em grandes torneios com sua seleção.

Ainda é cedo para saber se os suíços estarão entre os melhores terceiros, já que Gales beliscou a segunda colocação do Grupo A e seguiu a Itália diretamente para o mata-mata. E, claro, resta a definição de cinco outros grupos. O que é digno de nota, neste domingo, é que a colaboração de Shaqiri foi essencial para que sua equipe batesse a Turquia. É geralmente nesses jogos que o baixinho se notabiliza: quem não se lembra daquela pintura na Euro 2016 contra a Polônia? E os três gols contra Honduras na Copa do Mundo de 2014?

Shaqiri é daqueles caras que nasceram para competições como a Euro e a Copa do Mundo, e que talvez passem uma imagem de que são injustiçados fora desses ciclos, quando a vida é um pouco mais ordinária. O grande representante desta categoria é o goleiro Fernando Muslera, que pode não ser brilhante com a camisa do Galatasaray, mas encarna um personagem diferente quando defende o Uruguai. Você certamente deve lembrar de outros craques de torneios quadrienais que se enquadram neste grupo.

O Homem de Lego chamou a responsabilidade e resolveu a vida da Suíça com dois gols frente os turcos, daquele jeito. Um chutaço de fora da área e outro por puro oportunismo em um contragolpe rápido. Lances característicos do estilo de Shaqiri, que sempre foi um jogador com boa força físico e alta velocidade. Pela seleção, ele parece aceitar muito bem o protagonismo como o grande craque desta geração, desde que ganhou as primeiras chances no time principal. O tempo passa, o tempo voa, e Shaqiri continua titular numa boa, sem concorrência à altura.

Se a Suíça fará uma campanha que esteja qualificada entre os quatro melhores terceiros colocados, só saberemos quando os grupos forem concluídos. Em questão de desempenho, o time ficou devendo nesta primeira fase e não trouxe nada que valesse elogios justos. Caso passe, o time suíço naturalmente não ostentará qualquer favoritismo, independente de quem seja o adversário. Passar dos grupos, neste contexto, será uma caminhada que já foi longe demais para os comandados de Vladimir Petkovic.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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