Eurocopa

A imagem do dia na Euro: O gol redentor de Insigne

Insigne terminou sua estreia na Euro 2020 com o gol que transformou uma vitória satisfatória em um grande triunfo

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Era para ter sido ano passado, mas o destino adiou para 2021 o início da redenção da Itália enquanto potência do futebol mundial. A seleção que comeu o pão que o diabo amassou nas Copas de 2010, 2014 e que ficou fora de 2018 tinha uma missão a cumprir: restaurar seu prestígio perante o continente. É bem verdade que as campanhas na Euro em 2012 (vice-campeã) e 2016 (quartas de final) não foram ruins, mas a imagem estava arranhada pelos fiascos mundialistas.

Em Roma, no primeiro de três jogos pela primeira fase que a Itália fará como mandante, uma vitória sonora contra a Turquia, rival duríssima para a abertura e que vinha como melhor defesa nas Eliminatórias. Por outro lado, a renascida equipe de Roberto Mancini que acumula quase 30 partidas sem derrotas oferecia um prognóstico complicado para os turcos.

Os italianos precisavam de um motivo para sorrir, e a Squadra Azzurra lhes deu um dos bons: a atuação segura e ofensiva encantou como há muito não ocorria, e mais importante: diante do seu próprio público. Tirando a arbitragem equivocada que impediu a abertura do placar após um pênalti não marcado, a Itália amassou e colocou os turcos contra a parede.

Gols de Demiral (contra), Immobile e Insigne deram o tom da festa no Olímpico, em Roma. Um show de encher os olhos e que consagrou o baixinho Insigne, jogador de grande regularidade na última década pelo Napoli. O camisa 10 bem que tentou quebrar o gelo no primeiro tempo, mas a marcação turca tirou o espaço do trio ofensivo de Mancini.

Insigne terminou sua estreia na Euro 2020 com o gol que transformou uma vitória satisfatória em um grande triunfo. Para não deixar dúvidas sobre o objetivo da Itália nesta competição, um 3 a 0 sonoro logo de cara serve como boa resposta. E não há nada que essa geração queira mais do que reagir aos últimos anos de decepção.

É cedo para falar em título, mas essa Itália compete e pode dizer que teve sua autoestima recuperada com a magnífica exibição neste 11 de junho. Graças ao seu ataque. A cada jogo que passa, nos distanciamos do clichê defasado de ver a Itália da perspectiva defensiva. A solidez na retaguarda está lá, isso é fato. No entanto, quem parece pretender carregar as esperanças da nação na Euro é a turma que está na linha de ataque. Novos tempos, novas armas.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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