Eu vou. Você fica

Dinamarca e Suécia calharam de cair no mesmo grupo das eliminatórias para a Copa de 2010. Enquanto os suecos têm Ibrahimovic, considerado um dos melhores jogadores do mundo, mas ao mesmo tempo ainda contavam com o veteraníssimo Henrik Larsson na equipe, os dinamarqueses, se não possuem nenhum craque de primeira linha, apresentaram aplicação tática, defesa forte e competência. E quem se classificou para a Copa? A Dinamarca. Aos suecos, coube apenas a terceira colocação do grupo, atrás de Portugal.
Na primeira rodada, a Suécia não conseguiu vencer a Albânia, empatando sem gols em Tirana, enquanto a Dinamarca também ficou no zero, só que com a Hungria. Na sequência, os suecos derrotaram a Hungria por 2-1, enquanto a Dinamarca obteve uma histórica vitória em Portugal por 3-2, de virada, com quatro gols saindo nos últimos dez minutos, incluindo o da vitória dinamarquesa, marcado por Daniel Jensen.
Em seguida, a Dinamarca fez 3-0 tranquilos sobre Malta, enquanto suecos e portugueses empataram sem gols em Solna. As duas seleções só voltaram a jogar em março, com a Dinamarca vencendo novamente Malta (outro 3-0) e a Suécia empatando novamente sem gols com Portugal, desta vez no Porto. Na rodada seguinte, a Dinamarca fez 3-0 na Albânia, em abril.
Em 6 de junho, aconteceu o primeiro confronto direto entre Suécia e Dinamarca, em Solna. E a Dinamarca venceu, com um gol de Thomas Kahlenberg. O resultado deixou os dinamarqueses muito próximos do Mundial, enquanto os suecos ficaram em situação complicada.
Na rodada seguinte, quatro dias depois, a Suécia fez 4-0 em Malta. Setembro chegou e, com ele, o confronto entre Dinamarca e Portugal, em Copenhagen. Uma vitória daria a vaga no Mundial aos dinamarqueses, e deixariam os portugueses com chances mínimas de classificação. Bendtner abriu o placar para a Dinamarca, mas um gol de Liédson nos minutos finais deu esperanças aos portugueses.
No mesmo dia, a Suécia também ganhava sobrevida ao derrotar a Hungria por 2-1, em Budapeste, com um gol digno de “piores momentos” de Ibrahimovic. Será que finalmente Ibra engrenaria sua carreira na seleção sendo decisivo?
Na rodada seguinte, a Dinamarca foi a Tirana e não passou de um empate contra a Albânia, enquanto a Suécia vencia Malta. E, no dia 10 de outubro, os dinamarqueses venceram novamente a Suécia, desta vez em Copenhagen, e garantiram a vaga na Copa do Mundo. Na última rodada, perderam para a Hungria, e a Suécia, embora tenha vencido a Albânia, ficou atrás de Portugal na hora H.
Na classificação final, a Dinamarca ficou com 21 pontos, com uma campanha de seis vitórias, três empates e uma derrota. Portugal ficou em segundo, com 19 pontos (cinco vitórias, quatro empates, uma derrota), e a Suécia em terceiro com 18 pontos (cinco vitórias, três empates e duas derrotas).
O futuro da Dinamarca para a Copa? Um goleiro experiente (Thomas Sorensen), uma dupla de zaga que, apesar de jovem, está entre as melhores do mundo: Daniel Agger (Liverpool), de 24 anos, e Simon Kjær (Palermo), de apenas 20. Do meio para a frente, a equipe conta com a experiência de Christian Poulsen (29 anos) e Daniel Jensen (30), dois meias com grande poder de marcação. Para o meio ofensivo e o ataque, há desde veteranos como Martin Jorgensen (34 anos) e John Dahl Tomasson (33) a jovens como Nicklas Bendtner, de apenas 21 anos.
Para a Suécia, é hora de prosseguir com a renovação, apostando mais em jovens como o atacante Ola Toivonen, do PSV, ou Rasmus Elm, do AZ. E será que Ibrahimovic, que não é mais nenhum garoto – está com 28 anos – um dia engrena na seleção? Embora tenha 22 gols com a camisa amarela sueca, a maioria dos tentos foi contra seleções nanicas como Azerbaijão, San Marino e Malta. Falta ao atacante do Barcelona (tanto nos clubes como na seleção) aquela sensação de que ele realmente pode resolver jogos importantes.
Finlândia consegue bons resultados, mas insuficientes
No grupo 4, a Finlândia estava na mesma chave da Alemanha, eterna potência, e da Rússia, seleção que vem subindo de produção no cenário internacional desde a chegada de Guus Hiddink ao comando da equipe. Com uma equipe cheia de veteranos (Jari Litmanen, aos 38 anos, ainda é o maestro do time), os finlandeses fizeram uma campanha irregular nas eliminatórias.
Na primeira rodada, um surpreendente empate em 3-3 com a Alemanha, que só não terminou em vitória finlandesa porque Miroslav Klose estava inspirado e anotou os três gols alemães. Na partida seguinte, vitória magra, por 1-0, sobre o Azerbaijão. Pena que na terceira rodada, tenha chegado o choque de realidade: 3-0 para a Rússia, em Moscou.
Em seguida, mais duas vitórias: 2-0 sobre o País de Gales, em Cardiff, e 2-1 sobre Lietchenstein, em 1º de abril. Junho chegou, e os finlandeses levaram outro 3-0 da Rússia, desta vez em casa.
Em setembro, venceram novamente o Azerbaijão (2-1), mas conseguiram a proeza de empatar por 1-1 com Lietchenstein. Em outubro, nova vitória sobre Gales e, na última rodada, um novo empate contra a já classificada Alemanha: 1-1.
A Finlândia terminou em terceiro lugar no grupo, com 18 pontos. Foram cinco vitórias, três empates e duas derrotas, ambas para a Rússia. Os russos ficaram em segundo, com 22 pontos, e foram para a repescagem, enquanto a Alemanha, com 26 pontos e invicta, classificou-se para a Copa do Mundo.
No grupo 9, Noruega e Islândia dão show de mediocridade
A Holanda dominou completamente o grupo 9 das eliminatórias europeias, vencendo todos os seus jogos e terminando com 24 pontos na tabela. Coube a Noruega, Escócia, Macedônia e Islândia protagonizar um festival de ruindade no grupo. Que tal dois 0-0, como os entre Escócia e Noruega e Macedônia x Noruega?
A Noruega testou diversas formações, trocou de treinador (Age Hareide passou o ano inteiro de 2008 sem uma vitória sequer, foi demitido e deu lugar ao velho Egil Olsen), tentou renovar… e deu tudo errado. A campanha da seleção foi fraca. De positivo, fica a revelação de Per Ciljan Skjelbred, Bjørn Helge Riise e Erik Huseklepp como promessas para o futuro da equipe. Resta saber se Egil Olsen seguirá no comando da seleção ou se a federação apostará em algum novo nome.
E a Islândia, que futuro terá? Talvez nomes como Arnar Smarason, meia do Heerenveen, ou Ragnar Sigurdsson, defensor do IFK Göteborg, sejam nomes para ficarmos de olho para o futuro.



