Europa

E o Rosenborg finalmente acordou

Quem acompanha a coluna ou costuma checar a tabela de classificação das ligas europeias menos populares, certamente percebeu que algo diferente acontece no Campeonato Norueguês deste ano. Atual bicampeão e grande clube do país, o Rosenborg fazia uma temporada sofrível. Entretanto, uma série de bons resultados recentes parece ter recolocado a equipe nos eixos justamente na reta final do campeonato.

Jan Jönsson, treinador sueco que chegou ao Rosenborg o início do ano, parecia não convencer. Além dos fracos resultados, as sombras de vitoriosos ex-comandantes, como Erik Hamrém e principalmente Nils Arne Eggen, também estavam presentes. Com sete passagens pelo clube (uma delas, entre 1988 e 1997 – grande fase da história do RBK), Heggen é uma bandeira do clube. Em 2010, treinou a equipe interinamente nas últimas rodadas da temporada passada e levou mais um título norueguês para sua coleção. Mesmo aos 70 anos e teoricamente aposentado, seu retorno não seria exatamente uma surpresa.

Como se não bastasse as eliminações precoces tanto na Champions League quanto na Liga Europa, a equipe não engrenava em casa. Na Tippligaen, um início desastroso, em que chegou a ocupar a zona de rebaixamento nas primeiras rodadas. A ligeira recuperação posterior livrou o time das últimas posições, mas não era o suficiente para fazê-lo ir além da metade da tabela. Até a 20ª rodada, a melhor posição da equipe na classificação fora um cinzento sétimo lugar. Pouco para quem ganhou dez das últimas treze edições do Norueguesão.

Foi então que o ataque e a defesa se acertaram (os dois setores são os líderes em gols marcados e menos tentos sofridos, respectivamente) e os comandados de Jönsson engataram uma seqüência de resultados positivos, deixando a irregularidade do “ganha uma, perde outra, empata a próxima” de lado. Foi o suficiente para o Rosenborg ascender na tabela e chegar ao terceiro lugar, consolidado com uma vitória sobre o Sogndal, nesta quinta-feira.

Faltam oito jogos para o encerramento da liga. Dadas as circunstâncias da temporada, a terceira colocação e uma vaguinha na Liga Europa já seria lucro. Mas o bom momento da equipe pode sugerir algo maior. Nove pontos atrás do líder Molde, mas com uma partida a menos, o assunto “título” já não pode ser considerado um delírio em Trondheim. Caso diminua a diferença para seis pontos, as possibilidades ficam ainda maiores e certamente a equipe ao menos chegará viva até as últimas rodadas. Camisa e time para isso, o Rosenborg tem de sobra. Molde e Tromsø que se cuidem.

Liga Europa: Odense e Kobenhavn vencem. Malmö leva surra

Odense, Kobenhavn e Malmö tentam salvar a honra da Escandinávia em competições interclubes através da Liga Europa, que teve sua primeira rodada na fase de grupos na última semana.

No Grupo B, o sorteio deu ao Kobenhavn uma chave razoavelmente equilibrada, com Hannover (Alemanha), Standard Liège (Bélgica) e Vorskla Poltava (Ucrânia). Se não dá para fazer um prognóstico definitivo cravando os dois classificados óbvios, é justo dizer que o FCK seria candidato a uma das duas vagas. Na estréia, não convenceu, mas ao menos fez a lição de casa ao bater o Vorskla, em Copenhague, por 1-0. O empate sem gols entre as outras duas equipes também foi um bom resultado.

Outro dinamarquês remanescente em competições européias, o Odense BK caiu numa chave bem mais complicada, com Twente (vice-campeão holandês), Wisla Krakow (atual campeão polonês) e Fulham (vice da Liga Europa na temporada retrasada). Após passar por Panathinaikos e engrossas a parada para o Villarreal no play-off da Champions League, o OB teve uma estréia fantástica, batendo o Wisla por 3-1 – em Cracóvia. Disposto a mostrar que o bom desempenho diante dos espanhóis não foi obra do acaso, o resultado sugere que o Odense pode, sim, ter condições de seguir adiante.

Único sueco sobrevivente, o Malmö teve um início desastroso ao ser goleado por 4-1 pelo AZ Alkmaar. Apesar de quase avançar até a fase de grupos da Champions League, o clube celeste não deve ir adianta na Liga Europa. Os holandeses são os favoritos para uma das vagas, enquanto a outra dificilmente escapará do Metalist Kharkiv, dos brasileiros Cleiton Xavier e Taison. Aos suecos, uma disputa mais realista deverá acontecer apenas contra o Austria Wien.

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Equipe Trivela

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