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10 razões para não perder a Liga Europa

A Liga Europa não possui a grife, os craques ou as cifras da Liga dos Campeões. Porém, a segunda competição de clubes da Europa é um prato cheio para quem gosta de futebol – dos mais diferentes tipos. Por mais que alguns clubes (em especial, ingleses e italianos) não deem tanta bola, é possível se divertir bastante com as etapas iniciais da LE. Com 48 participantes em sua fase de grupos, o torneio prima pela multiplicidade.

De um jogo de peso como Tottenham x Lazio, é possível zapear para choques de culturas como Internazionale x Neftchi Baku ou Athletic Bilbao x Kiryat Shmona.  E para quem pensa que os times fortes só entram após o entroncamento com a Champions, Porto e Atlético de Madrid, donos de campanhas arrasadoras desde as preliminares nas duas últimas temporadas, estão aí para provar o contrário.

Nas próximas linhas, acompanhe dez motivos que justificam suas atenções à Liga Europa desde as primeiras rodadas. Confira:

O poderio da Península Ibérica. Ao longo da última década, o domínio dos clubes espanhóis e portugueses na competição europeia é evidente, com sete campeões dos dois países – Atlético de Madrid, Porto e Sevilla conquistaram dois títulos cada, enquanto o Valencia completa a lista. Nesta temporada, os colchoneros tentam levantar a taça pela terceira vez, mas terão a concorrência de Athletic Bilbao e Levante. Já entre os portugueses, o Sporting é o principal encarregado de defender a honra, ao lado de Acadêmica e Marítimo.

Falcao foi artilheiro e campeão nas duas últimas edições da Liga Europa

Radamel Falcao García. Nenhum outro jogador gera tantas expectativas quanto o “Mister Liga Europa”. Atual bicampeão, o atacante do Atlético de Madrid tentará ser artilheiro do torneio pela terceira vez, feito inédito. Além disso, o colombiano também poderá se tornar o maior goleador da história da competição. Falcao soma 30 gols, dez a menos que Henrikh Larsson – e poderá quebrar a marca ainda nas quartas de final, caso mantenha a média de 0,97 tentos por jogo.

A afirmação dos novos ricos da Cortina de Ferro. Nos últimos anos, Zenit e Shakhtar Donetsk se aproveitaram do título na Liga Europa para se reposicionarem entre os principais clubes do continente. E nesta temporada não será diferente, com outras equipes russas e ucranianas buscando a ascensão. As maiores atenções ficam com o Anzhi, que pela primeira vez participa da fase de grupos de um torneio europeu. Já Dnipro e Metalist também tentam a taça que justifique os investimentos feitos no período recente.

Cassano e Sneijder são os astros da nova fase da Inter

A postura dos clubes da Serie A. Depois de perder a terceira posição no Ranking da Uefa, os italianos já começam a ver o quarto posto ameaçado por Portugal. E para não perder mais moral no cenário continental, o desempenho na Liga Europa será fundamental. Ao lado da Alemanha, a Itália é o país com maior número de representantes nesta edição. E, ao menos no papel, Internazionale, Napoli, Lazio e Udinese têm condições de brigar pelo título. Resta saber se as equipes levarão a sério o torneio, algo vital neste ano.

Os efeitos da crise. A situação financeira de boa parte dos clubes europeus já não é das melhores. Ainda nas fases preliminares, AEK Atenas e Besiktas perderam suas vagas na competição por conta de problemas econômicos. E, na última semana, a Uefa complicou um pouco mais a situação de cinco times, ao congelar as premiações de Atlético de Madrid, Fenerbahçe, Partizan, Rubin Kazan e Sporting, que não se adequaram ao Fair Play Financeiro. Sinal de mais problemas nos caixas, que serão investigados pela entidade.

Gerrard capitaneia o Liverpool na Liga Europa, mas cabeça deverá ficar na Premier League

Em busca da hegemonia. Liverpool e Internazionale encabeçam a lista de maiores campeões da Liga Europa, com três títulos cada, e poderão alcançar o inédito tetracampeonato. Os Reds tiveram seu último sucesso em 2001, chegando até as oitavas de final em sua última participação, em 2011. Já os nerazzurri, que não ficam com o troféu desde 1998, tiveram sua aparição mais recente em 2004, quando caíram nas quartas de final. Além da dupla, Atlético de Madrid, Tottenham e Borussia Mönchengladbach podem igualar o tricampeonato em 2013.

O novato do Azerbaijão. Pela primeira vez a antiga república soviética estará presente na fase de grupos de um campeonato continental. E nada mais justo que o Neftchi Baku, dono de sete títulos nacionais, ostente a honraria. Eliminado pelo Kiryat Shmona nas preliminares da Liga dos Campeões, a equipe surpreendeu o APOEL para se garantir na Liga Europa. O elenco conta com três brasileiros: o lateral Bruno Bertucci (ex-Corinthians), o meia Rodriguinho (ex-Santos e Atlético-PR) e o atacante Flavinho (ex-Grêmio Barueri).

Ao lado de Klose, Hernanes é o destaque da Lazio

Os brasileiros em campo. São 77 jogadores do país inscritos na Liga Europa – em uma proporção menor que a de presentes na Liga dos Campeões. Jogando o fino com a Lazio neste início de temporada, Hernanes é o principal nome da lista, que também é estrelada por Alex (Fenerbahçe), Lucas Leiva (Liverpool), Sandro (Tottenham) e Philippe Coutinho (Internazionale). O Marítimo, de Portugal, é o clube mais tupiniquim da LE, com 11 atletas – entre eles, Márcio Rosário (ex-Fluminense) e Rafael Miranda (ex-Atlético-MG).

O veterano Club Brugge. Nenhum outro clube participou tantas vezes consecutivas do certame quanto os belgas. O Blauw-Zwart é figurinha carimbada na Liga Europa desde os tempos de Copa da Uefa, com 17 aparições a partir de 1996/97. Em três oportunidades a equipe veio diretamente da fase de grupos da Liga dos Campeões. E, apesar da presença cativa na disputa, o Club Brugge ainda está devendo: neste período, a equipe nunca foi além das oitavas de final (1998/99 e 2003/04).

A distribuição regional dos clubes da LE

Os extremos geográficos. Nunca a fase de grupos de um campeonato europeu abrangeu tão bem os limites do continente. Casa do Neftchi, Baku é a cidade mais a leste a contar com um clube na principal etapa de um torneio da Uefa. O mesmo acontece com Funchal, do Marítimo, no extremo oeste. Caso os dois clubes se enfrentem, as delegações atravessarão 5.848,6 quilômetros, em viagem que duraria cerca de 7h30. De norte a sul, o recorde é da Copa da Uefa 2005/06, com Tromso (Noruega) e Petah Tivka (Israel) estabelecendo os limites – embora a distância entre Trondheim, cidade do Rosenborg, e Funchal apareça em segundo no ranking.

Liga Europa 2012/13

Grupo A: Liverpool-ING, Udinese-ITA, Young Boys-SUI e Anzhi-RUS
Grupo B: Atlético de Madrid-ESP, Hapoel Tel Aviv-ISR, Viktoria Plzen-TCH e Acadêmica-POR
Grupo C: Olympique de Marseille-FRA, Fenerbahçe-TUR, Borussia Mönchengladbach-ALE e AEL Limassol-CHP
Grupo D: Bordeaux-FRA, Club Brugge-BEL, Newcastle-ING e Marítimo-POR
Grupo E: Stuttgart-ALE, Kobenhavn-DIN, Steaua Bucareste-ROM e Molde-NOR
Grupo F: PSV-HOL, Napoli-ITA, Dnipro-UCR e AIK-SUE
Grupo G: Sporting-POR, Basel-SUI, Genk-BEL e Videoton-HUN
Grupo H: Internazionale-ITA, Neftchi Baku-AZE, Rubin Kazan-RUS e Partizan-SER
Grupo I: Lyon-FRA, Athletic Bilbao-ESP, Sparta Praga-TCH e Ironi Kiryat Shmona-ISR
Grupo J: Tottenham-ING, Panathinaikos-GRE, Lazio-ITA e Maribor-ESL
Grupo K: Bayer Leverkusen-ALE, Metalist-UCR, Rosenborg-NOR e Rapid Viena-AUT
Grupo L: Twente-HOL, Hannover 96-ALE, Levante-ESP e Helsingborg-SUE

Cinco jogos imperdíveis: Liverpool x Anzhi (25/10 e 8/11); PSV x Napoli (4/10 e 6/12); Tottenham x Lazio (20/9 e 22/11); Lyon x Athletic Bilbao (25/10 e 8/11); Olympique de Marseille x Fenerbahçe (20/9 e 22/11).

Eto’o é o jogador mais bem pago do mundo e disputará a Liga Europa

Dez candidatos a craque: Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP), Fernando Llorente (Athletic Bilbao-ESP), Samuel Eto’o (Anzhi-RUS), Wesley Sneijder (Internazionale-ITA), Edinson Cavani (Napoli-ITA), Hernanes (Lazio-ITA), Dries Mertens (PSV-HOL) , André-Pierre Gignac (Olympique de Marseille-FRA), Hugo Lloris (Tottenham-ING) e Luis Suárez (Liverpool-ING).

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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