Europa

De Bruyne: “Se eu soubesse como ficaria meu tornozelo, não teria jogado contra a Itália”

O meia de 30 anos disse que precisou de duas injeções para disputar as quartas de final da Euro 2020

Kevin de Bruyne teve que conviver com problemas físicos durante a Eurocopa. Estreou na metade do segundo jogo por causa daquele choque com Antonio Rüdiger na final da Champions League e contraiu uma lesão no tornozelo. Afirmou em entrevista à emissora de televisão belga VTM que precisou de duas injeções para enfrentar a Itália nas quartas de final e, se soubesse como seu tornozelo ficaria nos meses seguintes, não teria entrado em campo.

Sua qualidade continua inquestionável, mas De Bruyne sofreu com algumas questões físicas nos últimos anos. Antes da Euro 2020, realizada este ano por causa da pandemia, passou por cirurgia para reparar a cavidade ocular que foi atingida por Rüdiger na final da Champions League.

“Entrei com uma lesão na órbita do olho e depois de três partidas saí com uma lesão ainda mais grave no tornozelo”, disse. “Soube imediatamente que o meu tornozelo estava mal depois daquele jogo contra Portugal (nas oitavas de final). Joguei contra a Itália com duas injeções. Se eu soubesse de antemão como meu tornozelo ficaria depois, não teria jogado futebol”.

De Bruyne inclusive diz que não lembra de muita coisa da final da Champions League em que o seu Manchester City foi derrotado pelo Chelsea por 1 a 0. Acredita que o choque com Rüdiger foi acidental e que o zagueiro alemão não deveria mesmo ter sido expulso – como não foi. “Eu vi as imagens. Ele quis apenas me bloquear, não causar uma lesão. Para mim, não foi para cartão vermelho. Tive concussão, então a final é um borrão”, explicou.

A geração de De Bruyne – a famosa ótima geração belga – conseguiu manter o país em grandes competições com consistência e chegou à semifinal da Copa do Mundo de 2018. Ainda não conquistou um título. Na Euro 2020, parou nas quartas, mas o resultado não deixou o meia de 30 anos especialmente decepcionado.

“Fizemos tudo o que podíamos para jogar o melhor possível na Eurocopa, mas não poderíamos ter feito mais do que isso na época. Acho que a Copa do Mundo da Rússia foi o melhor momento para ganhar algo com a seleção. Na última Euro, alguns jogadores importantes não estavam no melhor momento da carreira. Nesse sentido, não fiquei tão decepcionado”, afirmou.

Por fim, De Bruyne destacou uma semelhança entre o seu técnico no Manchester City, Pep Guardiola, e o comandante da seleção belga, Roberto Martínez, que tem sido especulado no Barcelona. “Guardiola pode ficar mais furioso depois de uma vitória por 1 a 0 em que jogamos mal do que depois de uma derrota em que jogamos bem, como recentemente contra o PSG. Roberto Martínez também é um pouco assim”, contou.

De Bruyne terá mais uma chance de ser campeão pela Bélgica esta semana. Nesta quinta-feira, enfrentará a França pela semifinal da Liga das Nações. Quem vencer enfrenta Itália ou Espanha na decisão, em Milão, no próximo domingo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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