Europa

Clube suíço demite o time inteiro depois de perder por 10 a 0

O que acontece depois de um vexame, uma goleada estrondosa ou uma derrota humilhante para o rival, é a demissão do treinador. Várias vezes ouvimos que é “muito mais fácil trocar um treinador do que o time inteiro”. O Grenchen contesta esse tabu e demitiu os 11 jogadores titulares que apanharam dos jovens do Lucerna, na última rodada da quarta divisão suíça, por 10 a 0, entre eles Fitim Sadriji (foto, no centro).

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Um resultado desses não acontece de repente. O Grenchen sofreu 66 gols nos últimos nove jogos e naturalmente perdeu todos eles. Está na lanterna do torneio, com apenas cinco pontos em 14 partidas, e uma defesa vazada 80 vezes. De fato, parece que nem José Mourinho daria um jeito nesse time.

“Parece brutal, mas esses jogadores não são bons o bastante para jogarem nessa liga”, afirmou o diretor esportivo Renato Brun, ao jornal AZ Solothurn. “Sou o chefe de esportes e quando o clube não está progredindo da maneira correta preciso fazer alguma coisa. Eu falo menos, e faço mais”.

O técnico Patrick Boesch, evidentemente, adorou não ter sido ele quem perdeu o emprego depois de montar uma defesa que sofreu 80 gols em 14 partidas. “Vai funcionar bem e não será um problema. Outros clubes já teriam desistido”, disse. Por outro lado, os jogadores demitidos estão mais revoltados, como o defensor Dedaj Dugagjin, que chamou a situação de um “assassinato de caráter”. Agora imagina se essa moda pega no Brasil?

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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