LC: o favoritismo pesou na definição dos oito melhores
O grupo dos oito melhores times da Liga dos Campeões está fechado. Podem não ser de fato os mais fortes do continente, mas fica difícil questionar a superioridade de cada um deles na qualificação. Uma fase sem qualquer surpresa, com o favoritismo não pesando apenas nos confrontos realmente equilibrados. Cinco clubes que tentam reconquistar a Europa, três que investiram pesado nos últimos tempos para ter sucesso no torneio continental.
A Espanha, dona da tal liga que só conta com dois clubes, avança com três times e é o país mais representado nas quartas. Ao lado do trio, dois alemães, um italiano, um francês e um turco. Nenhum inglês. E, exceção feita ao Manchester United, fica difícil defender a competência dos times do país no maior fracasso na LC desde 1995/96, a última vez que ninguém avançou até as quartas de final.
Curiosamente, o confronto que parecia mais próximo da definição foi o que guardou as maiores emoções nesta quarta. Última esperança na defesa da honra inglesa, o Arsenal encerrou invencibilidade de 23 jogos do Bayern Munique, bem como sequência de 11 vitórias dos bávaros. Não que os Gunners tenham feito grande partida para tanto, mas ficaram a apenas um gol da classificação, próximos de remontar o filme de fracassos do clube alemão nas temporadas passadas.
O gol do Arsenal veio logo aos dois minutos, dando esperanças de uma reação. No entanto, o tento também serviu para acordar o Bayern, que não deixou os londrinos finalizarem mais uma vez sequer no segundo tempo. Perdendo muitas chances, os anfitriões preferiram se resguardar um pouco mais nos minutos finais. O segundo gol veio com Koscielny, em uma ameaça mais circunstancial que real. Nada que apagasse a derrocada dos times ingleses.
Já na Espanha, o Málaga foi soberano contra o Porto. Os visitantes até equilibraram as ações durante o primeiro tempo, mas viram a genialidade Isco fazer o placar pender para os boquerones. E a ausência de Defour, expulso, abriu o caminho para a classificação. O segundo tento veio naturalmente, com Santa Cruz, evitando o sofrimento da prorrogação.
Um feito e tanto para um clube que prenunciava uma queda vertiginosa no início da temporada, depois que o xeique Abdullah Al Thani resolveu fazer cortes drásticos em seus investimentos no clube. E que, por não quitar seus débitos, não poderá disputar a próxima edição da Liga dos Campeões. Prêmio para a torcida que não deixou de apoiar o time e que pôde protagonizar linda festa nas arquibancadas de La Rosaleda.
Ao lado do Galatasaray, o Málaga chega ao sorteio das quartas de final como um dos “preferidos” dos rivais. O Paris Saint-Germain não possui um conjunto tão forte, mas tem estrelas que impõem respeito. De resto, apenas equipes que desde o início já despontavam como favoritos. Na sexta-feira, o caminho rumo a Wembley volta a se estreitar para definir os quatro melhores.



