Champions League

‘Sabíamos muito bem’: Valverde e Arbeloa explicam dominante vitória do Real sobre o City

Técnico espanhol destaca como sabia defender o Manchester City, fator comprovado pela postura do Real Madrid na vitória por 3 a 0 pela Champions League

Um 3 a 0 no todo-poderoso Manchester City não acontece por acaso. O Real Madrid, que massacrou os ingleses nesta quarta-feira (11) pela Champions League, contou com um Federico Valverde na melhor noite de carreira, autor dos três gols, mas os méritos coletivos também são enormes.

Álvaro Arbeloa só mudou um zagueiro da difícil vitória sobre o Celta de Vigo na última semana para a partida frente aos Citizens. O posicionamento dos atletas, no entanto, teve diferenças, além da concentração para defender em uma partida com um contexto distinto, o que realmente fez a diferença no largo triunfo.

O técnico espanhol destacou o estudo para enfrentar o time de Pep Guardiola, sabendo exatamente o que eles queriam e como anulá-los, como contou em entrevista ao “Movistar”.

— Sabíamos muito bem como o City joga, como o Pep joga, o que ele sempre busca. Fechamos as linhas de espaço e de passe. Eles tentam fazer você saltar na pressão e procuram atacar suas costas, mas sabíamos que, se esperássemos, girássemos o jogo e atacássemos as costas deles, poderíamos causar problemas.

Os técnicos Pep Guardiola e Álvaro Arbeloa antes de Real Madrid x Manchester City
Os técnicos Pep Guardiola e Álvaro Arbeloa antes de Real Madrid x Manchester City (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Valverde revela que Real Madrid treinou jogada do gol

A partida no Santiago Bernabéu poderia ter um final diferente se o City tivesse sido efetivo após um bom início. As coisas mudaram a partir do primeiro gol de Valverde, que atacou as costas de O’Reilly em lançamento de Courtois.

Essa jogada, em momento de pressão do adversário, foi trabalhada durante a semana, revelou o artilheiro do dia, reiterando a fala de Arbeloa sobre lançar na profundidade do adversário.

— Tínhamos treinado bastante que, quando saíssemos jogando desde o tiro de meta, eles iam pressionar no mano a mano. Somos rápidos lá na frente e aproveitamos bem isso — disse, também ao “Movistar”.

O uruguaio, como mostrou o tento que abriu a vitória, atuou como um ponta bem aberto, à frente até de como ficava Vinicius Júnior e Brahim Díaz. A função é um pedido direto de Arbeloa para que o camisa 8 chegue mais ao ataque.

— Tento chegar mais à frente, é o que o treinador me pede, que eu ataque. Hoje tínhamos mais jogadores para manter a posse de bola e tentei atacar mais, e me deram passes incríveis.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e fique por dentro do melhor conteúdo de futebol!

Um conteúdo especial escolhido a dedo para você!

Aoa se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Guardiola acha que faltou último passe ao Manchester City

Pep Guardiola, após a partida, mostrou uma visão positiva de que o jogo foi melhor do que o resultado final. O técnico destacou a efetividade do adversário, que marcou três gols em seis finalizações no primeiro tempo, e como faltou o último passe para que o City pudesse ter marcado em jogadas de linha de fundo que teve.

— Eles chegaram três vezes no primeiro tempo e fizeram três gols pela qualidade que têm. Sempre chegam bem em transição. A quantidade de vezes que chegamos à linha de fundo e faltou o último passe. Eles defenderam muito bem, muito solidários, muito recuados. E a sensação constante de perigo nas transições — analisou ao “Movistar”.

— Quando você chega à linha de fundo e tem quatro ou cinco pessoas na área, o que falta é um bom passe. Quando você faz um gol, se anima. Faltou esse último momento. Tenho a sensação de que o jogo não foi tão ruim quanto o resultado diz — completou.

O capitão do Manchester, Bernardo Silva, se mostrou frustrado pelo bom início do time e assumiu a queda mental após o primeiro gol de Valverde.

— A sensação que tive em campo foi de que começamos bem a partida. O ambiente era algo que não podíamos controlar, e acho que o time deixou as emoções mudarem o jogo. Estávamos confortáveis e encontrando os espaços certos, mas, depois de sofrer o primeiro gol, perdemos completamente o controle, deixamos de controlar as transições e as segundas bolas. Quando você joga contra o Real Madrid, com a qualidade que eles têm, você acaba pagando o preço — disse à “TNT Sports”.

Na próxima terça (17), no Etihad Stadium, os Citizens são obrigados a, no mínimo, vencer por três gols para forçar a prorrogação. O Real Madrid, tranquilo, pode perder até por dois e avançar às quartas de final, onde enfrentaria provavelmente o Bayern de Munique, que venceu o primeiro jogo contra a Atalanta por 6 a 1, na Itália.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo