Bodo/Glimt expõe pilares, mantém fama de carrasco e passa por cima do Sporting
No círculo polar ártico, intensidade e organização tática do Bodo/Glimt voltam a fazer vítima — desta vez, portuguesa
O Bodo/Glimt deu mais uma demonstração de que sua força em casa está longe de ser acaso. Nesta quarta-feira (11), no Aspmyra Stadion, no círculo polar ártico, a equipe norueguesa venceu o Sporting por 3 a 0 e largou na frente nas oitavas de final da Champions League.
Mais do que o resultado, o desempenho reforçou a identidade competitiva de um time que, mesmo sem tradição continental, se tornou um adversário incômodo para clubes de maior orçamento.
A vantagem construída é gigantesca, e os portugueses terão que escalar a montanha se quiserem reverter esse quadro na próxima terça-feira (17), no José Alvalade.
⏹️ Derrota dos Leões na 1.ª mão dos oitavos-de-final da @ChampionsLeague.
🟡 3-0 🟢 // #BODSCP pic.twitter.com/1IxADdMK8h
— Sporting CP (@SportingCP) March 11, 2026
Bodo/Glimt não abre mão de identidade ofensiva
Modesto em história europeia, mas ousado na maneira de jogar, o Bodo/Glimt mostrou novamente os pilares de sua proposta. No 4-3-3 do técnico Kjetil Knutsen, a equipe aposta em intensidade constante, pressão alta e ataques rápidos, especialmente quando atua em seu gramado sintético.
Laterais projetados, pontas agressivos e transições velozes formam a base de um sistema coletivo bem organizado, capaz de sufocar adversários que demoram a se adaptar ao ritmo imposto pelos donos da casa. O Sporting que o diga.
Essa identidade ofensiva ajuda a explicar por que o clube segue acumulando vítimas de peso no cenário europeu. Nesta edição da Champions, o Bodo derrotou o Manchester City na penúltima rodada da fase de liga, avançou ao mata-mata após vencer o Atlético de Madrid como visitante e também eliminou a atual vice-campeã Internazionale nos playoffs — vitória por 3 a 1 no Aspmyra e novo triunfo, por 2 a 1, fora de casa.
Diante do Sporting, o roteiro se repetiu: intensidade desde os primeiros minutos, pressão coordenada e eficiência para transformar superioridade territorial em vantagem no placar.
Com o resultado, os noruegueses mantêm a fama de “carrascos de gigantes” e chegam ao jogo de volta com margem confortável, sustentados por um modelo de jogo que segue desafiando a lógica financeira do futebol europeu
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Como foi a vitória do Bodo sobre o Sporting
O primeiro tempo das oitavas de final teve amplo controle do Bodo/Glimt. Jogando em casa, o time mostrou paciência para desmontar a defesa do Sporting e organização para reagir quando perdia a bola. Aos 28 minutos, a vantagem no placar começou a ser construída.
Vagiannidis derrubou Hauge na área e o árbitro apontou para marca da cal. Pênalti — duvidoso, mas confirmado mesmo após checagem do VAR. Sondre deslocou o goleiro na cobrança e inaugurou o marcador. Marcador esse, que voltou a ser mexido pouco antes do intervalo.
Com 45′ no relógio, Hauge enfiou passe na entrada da área, a bola sofreu um pequeno desvio e sobrou para Blomberg, livre, finalizar colocado e vencer Rui Silva.
No segundo tempo, os portugueses até esboçaram uma reação, mas acabaram levando para casa um prejuízo pior. Aos 25′, Hauge fez ótima jogada na esquerda, ameaçou o drible e descolou cruzamento açucarado, que encontrou Högh para, de primeira, balançar as redes.



