Champions League

Tuchel: “Lukaku era o tipo de perfil que estava nos faltando no Chelsea”

Lukaku fez o gol da vitória do Chelsea e Tuchel disse que o jogador era o que faltava ao clube, não só pelo talento, mas principalmente pela personalidade e confiança que ele dá ao time

Ter um centroavante que decide jogos é o sonho de qualquer treinador. O Chelsea não tinha. Mesmo assim, conseguiu ser campeão europeu enfrentando os clubes mais fortes do continente e vencendo uma final contra o fortíssimo Manchester City. Agora os Blues têm um camisa 9 do mais alto nível e isso tem feito a diferença. Na estreia da Champions League, o time de Stamford Bridge venceu, em casa, o Zenit por 1 a 0, gol de Romelu Lukaku.

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Lukaku foi contratado por € 115 milhões, um valor alto, mas que se justificava pelo nível que o belga tem atualmente no futebol mundial. Seu desempenho na Internazionale mostrou que havia poucos como ele. O Chelsea mirou inicialmente Erling Haaland, do Borussia Dortmund, para preencher essa lacuna no ataque. A impossibilidade de levar o norueguês para a Inglaterra neste verão europeu fez os atuais campeões da Champions League olharem para um jogador que esteve no seu passado recente.

Mais do que um excelente centroavante, Lukaku é um jogador identificado com o club. Menos pelo clube, aliás, ou mesmo pela torcida, e mais por ele mesmo, que sempre se disse um admirador e torcedor dos Blues. Desde a época de Anderlecht, ele sonhava em ser um sucesso no Stamford Bridge com a camisa do Chelsea. A sua primeira passagem pelo clube foi uma frustração. De 2011 a 2014, ele jogou muito pouco, foi emprestado duas vezes e saiu sem deixar saudades. Agora, em 2021, voltou para ser a estrela. E tem decidido.

“O desempenho de Romelu não foi fácil. Não criamos muitas chances para ele, mas ele é o tipo de cara que não perde a confiança e acredita. E é por isso que é um jogador de nível mundial. Ele é superimportante, não é fácil assim. Você não encontra muitos centroavantes da sua qualidade”, declarou o treinador.

“Vencemos também sem Lukaku e conseguimos resultados. Mas ele era o tipo de perfil estava nos faltando, não por causa do seu talento, mas por causa da sua personalidade. Ele é um cara muito humilde, um super comunicador no vestiário e isso cria uma certa energia ao redor dele no time que estamos orgulhosos de ter”, continuou.

“O espírito e atmosfera da última temporada nos levou muito longe e é importante ter isso de novo. Temos isso com Romelu, ele sabe do que se trata este clube. O temos e estamos muito felizes porque ele dá confiança a todo mundo ao redor dele”.

O início de Lukaku é excelente. São quatro gols em seis chutes no alvo nesta temporada e, para Tuchel, essa precisão dá ao time e confiança para a torcida que o gol vai sair. “Não há muitos gols no futebol e os gols mudam o momento da partida. Isso dá a todo o time a confiança que aquela única chance é o bastante para ele fazer o gol. Então, ele não traz apenas o talento, ele traz confiança e tira a pressão dos ombros dos outros jogadores ao redor dele”.

“Ele tem a personalidade de não perder a confiança. Ele está em um nível muito alto e estamos muito felizes de ter ele aqui conosco”, continuou ainda o treinador do Chelsea.

Defesa fechada

Um dos méritos de Tomas Tuchel desde que chegou ao Chelsea, em janeiro, foi fechar a defesa. O time se tornou mais seguro sob o seu comando em relação ao que era com o ex-treinador, Frank Lampard. A vitória por 1 a 0 sobre o Zenit foi o 23º jogo se sofrer gols dos Blues sob o seu comando. Uma marca impressionante, a maior entre todos os clubes das cinco maiores ligas da Europa.

“Estou feliz de forma geral com o desempenho. Foi uma partida difícil contra um adversário forte. Foi duro para nós no primeiro tempo encontrar pequenos espaços, acelerar o jogo, ser perigo e tocar na bola dentro da área. Jogamos com intensidade alta e tivemos muitas recuperações de bola. Tivemos que ficar e estarmos atentos com a nossa defesa, porque eles têm muita qualidade no ataque”, declarou o treinador alemão.

“Fizemos tudo isso e no segundo tempo tivemos mais facilidade para encontrar os espaços entre as linhas, acelerar, criar chances. E o cruzamento de Azpi foi bom e perigoso porque vem de um lugar difícil para defender ao redor da área. O alvo era a segunda trave e Kai (Havertz) e Romelu estavam lá. Foi ótimo e ao mesmo tempo um gol decisivo que foi muito bom para nós”, afirmou Tuchel.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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