Champions League

PSG é superior à Juventus no Parque dos Príncipes e estreia com vitória na Champions

Com dois gols logo no primeiro tempo, PSG poderia ter matado o jogo, mas tomou gol no segundo tempo e jogo ficou aberto até o final

O Paris Saint-Germain estreou com uma vitória por 2 a 1 sobre a Juventus no Parque dos Príncipes, em partida que foi melhor que o rival, mas que correu riscos. A Juventus fez péssimo primeiro tempo, tomou dois gols e poderia ter saído com saldo pior ainda. Melhorou no segundo tempo, reduziu o placar e tentou até o fim. O jogo ficou vivo também porque o PSG perdeu chances de matar o jogo ao longo da segunda etapa.

Foi mais um bom jogo do brasileiro Neymar e mais um jogo decisivo de Kylian Mbappé. O francês fez os dois gols, o primeiro com assistência espetacular do brasileiro, e poderia ter matado o jogo nas oportunidades que teve no segundo tempo. O time mostrou mais qualidade e nem precisou de Messi, que fez um jogo apagado, e mesmo assim, deu um bom passe para Mbappé, que desperdiçou a chance.

Christophe Galtier manteve o esquema que ele estabeleceu desde a pré-temporada: um 3-4-3, com uma escalação que também se estabeleceu desde o primeiro jogo. Gianluigi Donnarumma no gol, Sergio Ramos, Marquinhos e Presnel Kimpembé na defesa, Achraf Hakimi, Marco Verratti, Vitinha e Nuno Mendes na linha de meio e o trio estelar Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar no ataque.

A Juventus resolveu escalar um esquema com três zagueiros, mas que podia facilmente ser alterado sem uma substituição, se necessário. Mattia Perin foi o titular no gol, já que o polonês Wojciech Szczesny está chamado. A defesa foi formada por Bremer, Leonardo Bonucci e Danilo – este jogando pela esquerda dessa linha defensiva, curiosamente.

A linha de meio tinha Juan Cuadrado na ala direita e Filip Kostic na esquerda, com Adrien Rabiot, Leandro Paredes, ex-PSG, e Fabio Miretti no meio. No ataque, algo que o técnico Massimiliano Allegri escalou Arkadiusz Milik ao lado de Dusan Vlahovic. Algo que o técnico disse que era possível quando Milik chegou para, supostamente, ser reserva de Vlahovic.

O Parque dos Príncipes não demorou a ter o que comemorar. Neymar deu uma cavadinha linda para Mbpapé, que finalizou de primeira e marcou. Golaço do PSG e uma assistência simplesmente espetacular do brasileiro. PSG 1 a 0 em casa.

O melhor lance da Juventus veio aos 18 minutos, quando Milik recebeu um bom cruzamento de Cuadrado da direita e ganhou de Sergio Ramos pelo lato para cabecear com perigo. O goleiro Donnarumma fez boa defesa. Em um lance um pouco menos perigoso, Milik, mais uma vez pelo alto, ajeitou para trás e a bola sobrou para Kostic, que chutou cruzado, para fora. Mas quem chegaria ao ataque com perigo mesmo seria o PSG.

Aos 23 minutos, Mbappé fez tabela com Hakimi. Recebeu de Verratti pelo meio, acionou Hakimi, que devolveu para o atacante. Ele bateu de primeira e marcou mais um belo gol: 2 a 0 para o Paris. Uma atuação bastante segura dos parisienses na primeira etapa significaria controlar a partida até o fim da primeira etapa, sem correr riscos. Trocou passes e gastou tempo com tranquilidade.

Massimiliano Allegri fez uma mudança já no intervalo: tirou Miretti e colocou em campo o americano Weston McKennie. Só que o PSG que continuava melhor e criou chances.  Logo nos primeiros minutos, Neymar chutou de fora da área e exigiu boa defesa de Perin.

Aos cinco minutos, Neymar recebeu em velocidade pela esquerda e tinha Neymar entrando pelo outro lado, com liberdade. O francês foi fominho, avançou e chutou para fora, sem perigo. O brasileiro não reclamou.

Só que mesmo chegando pouco ao ataque, quem conseguiu o gol foi a Juventus. Depois de um bom lance de Kostic pela esquerda, ele conseguiu um cruzamento que gerou um escanteio. Na cobrança, o próprio Kostic cobrou para dentro da área e McKennie, que é muito bom pelo alto, ganhou de Nuno Tavares de cabeça e o goleiro Donnarumma, que saiu mal, não conseguiu impedir o gol: 1 a 1.

Logo depois, mais uma vez a Juventus chegou e outra vez pelo alto. Cuadrado, pelo lado direito, acertou outro grande cruzamento e Vlahovic ganhou de Marquinhos pelo alto e cabeceou com perigo. Donnarumma fez ótima defesa. A Juventus estava de volta ao jogo.

O PSG voltou a levar perigo aos 18 minutos. Neymar deu um lindo passe de calcanhar para Messi, que passou para Mbappé. De pé esquerdo, o atacante finalizou, mas não pegou bem na bola. O chute saiu cruzado e para fora, tocando no chão.

Allegri decidiu mudar de novo aos 23 minutos. Sacou o atacante Arkadiusz Milik e colocou o meio-campista Manuel Locatelli. O atacante não saiu muito feliz, até porque fazia um bom jogo, mas foi uma mudança também tática.

Ainda mais perigoso em campo, o PSG chegava mais e, aos 27 minutos, em um cruzamento para a área, o zagueiro Bremer cabeceou a bola no próprio braço. Os parisienses pediram pênalti, mas foram ignorados pelo árbitro, até porque não foi nada mesmo.

Precisando reagir, Allegri fez mais uma mudança na Juventus. Sacou Juan Cuadrado, que pareceu cansado, e colocou em campo Mattia De Sciglio. Com isso, mudou também o esquema do time: migrou para uma linha de quatro na defesa, com Danilo na direita, De Sciglio na esquerda e Bremer e Bonucci pelo meio. Kostic passou a ser jogador da segunda linha, com McKennie do lado direito. Paredes, Rabiot e Locatelli formavam o meio, com Vlahovic isolado no ataque.

A Juve chegava. Locatelli trabalhou com Kostic pela esquerda, o sérvio cruzou rasteiro, Locatelli chutou, foi bloqueado por Verrati, a bola sobrou para ele mesmo cruzar forte para dentro da área e Donnarrumma tirar. Lance que levou perigo.

O PSG ainda teve chances de matar o jogo no final, com contra-ataques puxados por Neymar, com chute de fora da área do brasileiro e finalização de Mbappé, com passe do camisa 10, que também levou perigo.

Os parisienses prevaleceram no fim, o que acaba sendo condizente com a partida. O resultado, na verdade, poderia até ser mais tranquilo, mas a Juventus melhorou no segundo tempo e conseguiu fazer com que o jogo ficasse aberto até o final.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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