A outra caneta de Messi em Courtois, no mesmíssimo pedaço do Camp Nou
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Lionel Messi e Thibaut Courtois se conhecem há bons anos – desde que o camisa 10 estabelecia suas fases mais goleadoras pelo Barcelona e o arqueiro buscava se firmar entre os grandes, emprestado ao Atlético de Madrid. De início, o belga sofreu contra o artilheiro. Levou seis gols nos três primeiros encontros. No entanto, depois parece ter encontrado a chave para brecá-lo. Não tomou um tento sequer do craque nos sete duelos seguintes, com apenas duas derrotas colchoneras. Neste intervalo, o Atleti teve o gosto de eliminar o Barça nas quartas de final da Champions 2013/14, bem como conquistou La Liga naquela temporada bem em cima dos blaugranas.
Passaram-se quase quatro anos desde o último embate. E o nome de Courtois não era um desafio a Messi apenas por si. Também existia o incômodo jejum contra o Chelsea. Algo que não durou nesta Liga dos Campeões. Em Stamford Bridge, o camisa 10 quebrou o tabu ao buscar o empate por 1 a 1. Já nesta quarta, transformou-se no pesadelo do goleiro. Balançou as redes duas vezes, além de oferecer a assistência a Dembélé. Sobretudo, pareceu relembrar aqueles tempos em que maltratava o prodígio belga no Atlético de Madrid.
A diferença de um grande finalizador como Lionel Messi é que ele não apenas sabe aproveitar as suas virtudes. Ele também sabe explorar as fraquezas de um goleiro. No lance do primeiro gol, talvez a bola entre as pernas de Courtois não tenha sido tão proposital assim, embora aproveitasse o único espaço possível para entrar. Já no segundo, o terceiro do Barça, é difícil dizer que o movimento não foi consciente. Diante de um goleiro muito grande, que costuma usar os braços mesmo em bolas rasteiras, o camisa 10 bateu bem na janelinha. Repetiu exatamente o que aconteceu há quase sete anos.
A primeira vez que Courtois e Messi se cruzaram foi em setembro de 2011. Dentro do Camp Nou, o Barcelona de Pep Guardiola pulverizou o Atleti de Gregorio Manzano – antecessor de Diego Simeone. Goleada por 5 a 0, com tripleta da Pulga, em três finalizações rasteiras. A última, merece atenção especial. O artilheiro tabelou com David Villa e se projetou livre dentro da área. Em um ângulo fechado pela esquerda, próximo da linha de fundo e da pequena área, usou o seu recurso: mandou entre as canetas do goleiro. Uma jogada muitíssimo parecida com a desta noite.
Não dá para dizer com precisão o que se passa na cabeça de Messi. Possivelmente sua própria consciência não acompanha a velocidade do processamento. Mas a sua qualidade muito acima da média se deve, também, a dois pontos: a repetição de movimentos nos treinos e a velocidade no raciocínio. Lembrando-se ou não daquele lance no mesmo pedaço do Camp Nou, há quase sete anos, fato é que o craque conseguiu ser igualmente letal. Courtois, um goleiraço, sofre as críticas por não ter as pernas tão rápidas quanto o gatilho do matador.