O Leipzig deixou expressa sua força e goleou o Shakhtar no confronto direto que valeu a classificação
O Leipzig vem em crescimento na temporada e teve uma vitória imponente contra o Shakhtar na Polônia
O Grupo F da Champions League tinha uma decisão nesta quarta-feira, em Varsóvia. Shakhtar Donetsk e RB Leipzig se enfrentavam num duelo direto pela segunda vaga na chave, com a vantagem do empate para os alemães. A campanha do Shakhtar no torneio foi louvável, considerando as limitações causadas pela guerra e um elenco que precisou apostar nos pratas da casa. Porém, o Leipzig tem mais qualidade à disposição e não correu riscos na Polônia: os Touros Vermelhos deram o troco da derrota na primeira rodada para os ucranianos e golearam por 4 a 0, em placar inaugurado logo cedo. A equipe de Marco Rose cresce na temporada e oferece muitos recursos ofensivos, sobretudo por Nkunku. A vaga nas oitavas é merecida. O Shakhtar, pelo menos, consegue um lugar na Liga Europa.
O Shakhtar Donetsk estava aceso durante os primeiros movimentos do jogo, mas não demorou para o Leipzig tomar o controle e mostrar sua força. Numa jogada preparada por Christopher Nkunku, Timo Werner exigiu a primeira defesa de Anatolii Trubin com o pé. Já o gol veio na sequência, aos 10, a partir de uma bola recuperada por Dominik Szoboszlai. Werner bateu para mais uma defesa de Trubin, mas dessa vez o rebote ficou para Nkunku fuzilar. Porém, os Touros Vermelhos precisaram queimar a primeira alteração cedo, com a lesão de Timo Werner, que deu lugar a Emil Forsberg.
Depois de longos minutos em que a presença ofensiva do Leipzig foi inquestionável, mesmo sem novas chances claras de ampliar, o Shakhtar Donetsk começou a sair para o ataque por volta dos 30 minutos. Teve alguns chutes da entrada da área, mas sem direção. O tempo, de qualquer forma, favorecia os alemães. Numa partida por vezes picada, a defesa dos Touros Vermelhos prevaleceu para bloquear os contra-ataques. O único susto veio numa saída ruim do goleiro Janis Blaswich, mas os ucranianos não aproveitaram. Parecia um jogo sob relativa tranquilidade, apesar da vantagem mínima.
O segundo tempo encaminhou ainda mais a classificação do Leipzig. O segundo gol da equipe saiu aos cinco minutos, num lance confuso dentro da área. A bola subiu, mas André Silva estava mais atento que a marcação para chutar quase sem ângulo e bater da linha de fundo para vencer Trubin. Ainda quase surgiu o terceiro neste momento, num lindo passe de calcanhar de Nkunku para Forsberg, mas Trubin desviou a bola com a ponta dos dedos. Quando os ucranianos esperavam a marcação de um pênalti do outro lado, um impedimento sequer concedeu essa chance. A qualidade era do Leipzig, que anotou mais um aos 17, num contra-ataque. Nkunku enfiou na medida e Szoboszlai limpou Trubin, antes de bater à meta escancarada.
O Leipzig realizou um pacote de alterações aos 22 minutos. Dani Olmo saiu do banco e precisou de segundos para fazer a diferença, com o quarto gol. Numa cobrança de falta rápida, o espanhol recebeu pela ponta esquerda, limpou para dentro e mandou um tiro cruzado que entrou no cantinho. Lindo tento. A superioridade dos alemães era clara. Uma rara fagulha do Shakhtar aconteceu aos 28, num chutaço de Mykhaylo Mudryk que passou perto do ângulo. Todavia, o garoto logo foi substituído e encerrou sua ótima participação na fase de grupos da Champions. Na reta final da partida, o Leipzig continuou jogando sério e rondando o ataque. Todavia, o placar permaneceu inalterado.
O Leipzig encerra a fase de grupos com 12 pontos. Foi uma notável recuperação, para quem abriu a campanha com duas derrotas nas duas primeiras rodadas. Marco Rose é um bom treinador e o elenco possui ótimos nomes, em especial do meio para frente. Pode ser um adversário indigesto nas oitavas, diante do que apresentou contra o Real Madrid. O Shakhtar, por sua vez, ficou com seis pontos. É bem mais do que se estimava do time, valente em toda a campanha, apesar da decepcionante goleada neste final. A bandeira ucraniana continuará sendo honrada na Liga Europa, o que também vale bastante.



