Champions League

“Nosso vírus é o PSG”: A surreal (e irresponsável) festa entre jogadores e torcedores no Parc des Princes

Por causa dos riscos do coronavírus, o Parc des Princes teve portões fechados nesta quarta. O Paris Saint-Germain conquistou a classificação às quartas de final da Champions League longe dos olhares de sua torcida. No entanto, isso não significou que os parisienses abandonaram o time. Do lado de fora do estádio, cerca de 3 mil ultras se reuniram para cantar e soltar fogos de artifício em apoio à equipe. E, já depois da vitória por 2 a 0 sobre o Borussia Dortmund, o encontro entre jogadores e torcedores rendeu uma festa peculiar – mesmo que distante.

Apesar da recomendação contrária das autoridades, os ultras se aglomeraram nos arredores do Parc des Princes. A França registrou mais de 2 mil casos do coronavírus até o momento, com 48 mortes. A decisão dos presentes é bastante contestável, ante a situação calamitosa representada pelo Covid-19, mas não foram os jogos com arquibancadas vazias que contiveram totalmente os torcedores. Mesmo fora do estádio, dava para ouvir os ultras. Alguns cânticos e fogos de artifício se tornaram perceptíveis em campo, sobretudo durante os gols. “Nosso vírus é o PSG”, diziam alguns cartazes.

Já depois da partida, os jogadores do PSG foram agradecer aos torcedores. Eles apareceram em um parapeito do Parc des Princes e realizaram a comemoração à distância com os ultras. Os sinalizadores acesos pelos parisienses renderam as imagens surreais. Em meio à situação extrema, e também de risco aos presentes, o fanatismo ao redor do clube ficou evidente. Resta saber o preço que se pode pagar por isso, ante toda a irresponsabilidade ao redor.

https://www.youtube.com/watch?v=3aYDcYcKDSw

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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