Champions League

Koeman sobre possibilidade de virar os 4 a 1 contra o PSG: “Sempre há uma chance”

Barcelona e PSG era um dos confrontos mais interessantes das oitavas de final da Champions League, ao menos quando o sorteio foi feito. Parecia um duelo acirrado, já que os catalães se recuperavam e os franceses têm um time muito forte. No primeiro jogo, porém, os parisienses atropelaram, golearam por 4 a 1, o que deixou tudo muito perto de ser decidido. Nesta quarta-feira, em Paris, há o segundo jogo. Ronald Koeman, técnico do Barcelona, fez o seu papel: disse que ainda acredita em uma reviravolta.

Nas últimas semanas, o Barcelona se recuperou na sua campanha de La Liga e já figura em segundo lugar na classificação, três pontos atrás do Atlético de Madrid, mas com um jogo a mais que os Colchoneros. São quatro vitórias consecutivas em todas as competições. Em La Liga, são nove vitórias e um empate nos últimos 10 jogos. O cenário é um pouco diferente da primeira partida também porque agora o Barcelona tem um novo presidente: Joan Laporta. O ambiente político do clube, fervendo nos últimos meses, finalmente parece se acalmar.

Com tudo isso, Koeman foi perguntado se a sensação para esta partida diante do PSG é diferente do primeiro jogo. “Espero que seja diferente. Temos um resultado muito ruim contra nós. Sempre há chances. Depende de como começamos a partida e na energia que vamos colocar para complicar a vida do adversário. Eles demonstraram muita efetividade na primeira partida. Se tivermos efetividade, nada é impossível”, respondeu Koeman.

“Na partida de ida, estávamos também em um bom momento. Mas não se pode comparar perder por 2 a 0 com perder por 4 a 1. O PSG é uma equipe que ambiciona o máximo na Champions. Para ter a oportunidade de virar temos que fazer uma partida redonda e termos muita efetividade. Mas nós iremos jogar para vencer. Espero que possamos complicar a partida”, continuou o neerlandês.

O treinador foi perguntado se ele se conformaria em ganhar o jogo e competir, mas não se classificar. “A princípio, não me conformo com nada. Temos que sair fortes na partida, fazer o nosso jogo, criar oportunidades para marcar. Se quando acabar a partida tivermos dado o máximo, aí veremos o resultado. Mas o pior que pode nos acontecer é que não demos o máximo no jogo”, analisou o treinador.

“Sabemos que será complicado. Jogamos contra o PSG, não contra uma equipe que nos deixa. Temos que fazer uma partida redonda, mas espero que possamos aspirar mais. Às vezes se fala das baixas do adversário, mas temos que falar das baixas que nós temos que são muitas mais do que teremos amanhã [quarta, dia do jogo com o PSG]”.

Temos que marcar mais gols do que contra o Sevilla [quando venceu por 3 a 0 depois de perder por 2 a 0 fora de casa, pela Copa do Rei], são gols fora de casa. Mais uma vez, nada é impossível. Somos o Barça, e quando você é o Barça, temos que ganhar”, continuou.

O treinador deixou claro que para conseguir a virada, será preciso contar com o seu melhor jogador: Lionel Messi. “Se pensamos em virar, precisamos dos jogadores no seu melhor nível. E se Leo é capaz de fazer uma das suas melhores partidas, tudo é possível. Porque pode decidir qualquer partida em qualquer momento. Não temos que colocar mais pressão em Leo; toda a equipe deve estar no seu melhor nível. Temos que finalizar as jogadas, buscar a efetividade que precisamos. Temos que ver o início da partida. Será importante”, declarou.

“Não acredito que o PSG tenha medo. Conheço bem seu treinador e preparará a sua equipe com a melhor maneira e não pensam que será uma partida fácil. Sempre é mais fácil virar em casa do que fora. São diferentes circunstâncias. Nós temos que fazer a nossa partida. O PSG tem confiança com o novo treinador”, afirmou ainda Koeman.

ONDE ASSISTIR

PSG x Barcelona
Quarta-feira, 10 de fevereiro, 17h (horário de Brasília)
Estádio TNT Sports (Clique aqui, assine e ganhe 7 dias grátis)/Facebook
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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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