Champions League

Juventus aproveitou apatia do Barcelona para atropelar e terminar em primeiro no grupo

O duelo entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi teve pouco do equilíbrio que se esperava, ou do que se viu na disputa de prêmios individuais. A Juventus, do português, foi muito mais time e passou por cima do Barcelona do argentino, que não esteve à sua altura. A vitória italiana por 3 a 0 em pleno Camp Nou teve mais do que um caráter simbólico: significou a troca de posições entre os dois clubes e é a Velha Senhora que termina em primeiro lugar no Grupo G da Champions League, o que lhe dá uma pequena vantagem para a próxima fase, ao menos em tese.

Foi o 36º confronto entre Cristiano Ronaldo e Messi e o português chega assim à 10º vitória, contra 19 do argentino. A vantagem do jogador do Barcelona foi reduzida em um jogo que Messi pareceu ter que carregar o time, se esforçou, finalizou muitas vezes a gol e encontrou do outro lado um time que conseguiu marcar bem, um goleiro que defendeu seus arremates que foram a gol com Gianlugi Buffon, e principalmente, um time ao seu redor que pouco conseguiu fazer. Ao seu redor, um Barcelona que passou longe de ser competitiva.

Ronald Koeman escalou um time ofensivo. O quarteto de ataque teve Francisco Trincão na ponta direita, Lionel Messi pelo meio e Pedri pela esquerda, com Antoine Griezmann mais à frente. O time, porém, teve uma atuação coletivamente muito pobre. Os dois pontas foram terríveis em campo e os dois zagueiros, Ronald Araújo e Clément Lenglet, também foram muito mal.

Do outro lado, Andrea Pirlo escalou um time no 3-5-2, como tem feito, com Alex Sandro e Juan Cuadrado nas alas, mas com o do lado direito avançando como um ponta, enquanto o esquerdo se comportava como um lateral sem a bola. Paulo Dybala ficou no banco, com Álvaro Morata e Cristiano Ronaldo no ataque. Arthur, ex-Barça, foi titular e voltou ao Camp Nou como adversário pela primeira vez. A atuação da Velha Senhora foi boa em todos os setores. Weston McKennie foi muito bem no meio-campo, a defesa também se comportou bem e o ataque cumpriu o que se esperava.

Juventus abre 2 a 0 ainda no primeiro tempo

Cristiano Ronaldo foi lançado aos 12 minutos, dentro da área, e Ronald Araújo foi imprudente. Derrubou o português e o árbitro Tobias Stieler, da Alemanha, apontou a marca da cal. Ronaldo cobrou no meio do gol e abriu o placar no Camp Nou: 1 a 0.

Aos 19 minutos, a Juventus desceu novamente com perigo, Aaron Ramsey tocou para Weston McKennie, que abriu na direita para Juan Cuadrado. O lateral devolveu de primeira para a área, pelo alto, e o próprio McKennie deu um voleio, lindo, e marcou um belo gol: 2 a 0 para os visitantes na Catalunha.

O Barcelona tentou reagir rápido. Lionel Messi chutou de fora da área, rasteiro, e exigiu uma boa defesa de Gianluigi Buffon. Os mandantes tentaram pressionar e chegaram mais vezes próximo à área do time italianos, rondaram, mas não conseguiam uma finalização limpa.

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Messi tenta, Cristiano marca

A volta para o segundo tempo teve o Barcelona tentando pressionar, mas tinha o mesmo problema: rondava a área da Juve sem conseguir finalizações limpas. Messi tentou novamente de fora da área, mas Buffon segurou firme.

Veio então um lance decisivo. Em uma bola na direção de McKennie, Lenglet tocou com o braço aberto na bola. O árbitro não marcou, mas foi alertado pelo VAR. Ele foi chamado a revisar o lance, olhou no monitor e decidiu pela marcação do pênalti. Cristiano Ronaldo cobrou de novo, desta vez no canto direito do goleiro, ele cobrou e marcou: 3 a 0. Com esse resultado, a Juventus passou o Barça no confronto direto e tomou a primeira posição dos catalães.

Messi era quem mais tentava. Griezmann não teve uma atuação tecnicamente boa na noite, mas também brigou pela bola. Messi, ao menos, conseguiu finalizar várias vezes: foram 11 ao longo do jogo, com sete delas no gol, um para fora e outros três bloqueados. Ele continuou tentando, continuou brigando, continuou buscando até o fim do jogo, sem sucesso.

A Juventus foi tranquila em campo, conseguiu controlar o jogo sem muitos problemas até o final. Ficou com a vitória e o primeiro lugar do grupo. O Barcelona fica com um time demolido em campo, depois de algumas boas partidas. Haverá muita coisa a se discutir nos vestiários e no clube. O rendimento do Barcelona foi de um time frágil diante de uma Juventus que foi forte, claro, mas nem fez a sua melhor partida.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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