Grupo A: Manchester United, Benfica, Basel e CSKA Moscou
Por Bruno Bonsanti
O primeiro grupo desta fase da Champions League é muito parecido com o da temporada 2011/12, trocando o Otelul Galati pelo CSKA Moscou. Naquela ocasião, Alex Ferguson usou equipes alteradas para as partidas europeias e, na hora H, não conseguiu o resultado que precisava contra o Basel e foi eliminado. José Mourinho provavelmente não cometerá o mesmo erro, principalmente porque o Manchester United também saiu na fase de grupos na última vez em que disputou a competição – com Van Gaal, em 2015/16. A expectativa é por uma briga pela primeira posição com o Benfica muito bem treinado por Rui Vitória. Basel e CSKA Moscou correm por fora e, provavelmente, brigarão por acesso à Liga Europa por meio do terceiro lugar.
Jogador-chave
Paul Pogba (Manchester United)
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Foi curto o reinado de Pogba como o jogador mais caro da história. A gastança desenfreada da última janela de transferências o derrubou à terceira posição – quarta, se considerarmos o que o Paris Saint-Germain pagará por Mbappé ao fim do seu “empréstimo”. Mas isso pouco importa para o francês que teve uma primeira temporada de altos e baixos na Inglaterra, junto com o resto do time do Manchester United. Mais adaptado ao futebol inglês, sua missão é liderar o meio-campo dos Red Devils na tentativa de recuperar o protagonismo que o clube uma vez teve na Champions League e desapareceu após a aposentadoria de Alex Ferguson.
A contratação
Nemanja Matic (Manchester United)
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A contratação mais badalada do Manchester United foi Romelu Lukaku, artilheiro pelo Everton, que foi a Old Trafford marcar os gols que os Red Devils precisam. Mais ainda depois da lesão séria de Zlatan Ibrahimovic. O grande pulo do gato, no entanto, foi tirar Matic do Chelsea. Mourinho não apenas enfraqueceu um rival direto da briga pelo título como também encontrou uma rara peça para equilibrar o seu meio-campo. Um meia muito bom na marcação e com qualidade para ajudar na construção das jogadas.
Fique de olho
Ricky van Wolfswinkel (Basel)
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Ricky van Wolfswinkel é, em primeiro lugar, um nome muito legal de falar em voz alta. Em segundo lugar, o artilheiro do Basel. O holandês marcou seus golzinhos no Campeonato Holandês, com as camisas do Utrecht e do Vitesse, e mais alguns pelo Sporting. Foi contratado pelo Norwich, por £ 9 milhões, e foi mal, emprestado duas vezes para Saint-Étienne e Bétis. Retornou ao Vitesse ano passado e marcou 20 vezes em 32 rodadas da Eredivisie, vice-artilheiro da competição. Foi contratado pelo Basel e já tem sete gols nas sete primeiras rodadas do Campeonato Suíço. Fez pelo menos um nas últimas seis partidas.
O brasileiro
Gabriel Barbosa (Benfica)
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Gabigol não se deu bem na sua primeira temporada na Europa. Teve lugar cativo no banco de reservas da Internazionale, independente de quem fosse o treinador, e precisou sair para buscar tempo de jogo. Encontra um bom cenário no Benfica, um clube acostumado a desenvolver talento puro e a lidar com brasileiros. Ainda não entrou em campo vestido de vermelho, mas conhecemos o seu grande potencial.
História
A grande ambição de Matt Busby era vencer a Copa dos Campeões. O seu primeiro time com condições de conquistá-la foi destruído pelo desastre aéreo de Munique, em 1958. Extraordinariamente, demorou apenas uma década para que Busby reconstruísse o Manchester United a ponto de golear o Benfica de Eusébio na decisão de 1968. Bobby Charlton e George Best comeram a bola na vitória por 4 a 1, com três gols na prorrogação disputada na capital inglesa.