Filipe Luís: ‘Nesse jogo tinha certeza de que Guardiola tinha trapaceado’
Ex-lateral relembra jogo de quase dez anos atrás pelo Atlético de Madrid contra o Bayern de Munique do técnico catalão
Os tempos de jogador de Filipe Luís o devem ter dado muito do ensinamento para sua carreira como técnico, iniciada logo após sua aposentadoria e de rápido sucesso no Flamengo. Talvez um dos jogos em que o ex-lateral-esquerdo mais tenha aprendido tenha sido contra o Bayern de Munique de Pep Guardiola, há quase dez anos.
Em entrevista ao streaming “Movistar”, o jovem treinador revelou que o maior “banho de futebol” que tomou na carreira dentro dos gramados ocorreu na volta da semifinal da Champions League 2015/16. O Atlético de Madrid tinha vencido a ida por 1 a 0 e precisava sustentar sua vantagem na Alemanha, onde perderam por 2 a 1 e avançaram à final europeia graças ao gol fora.
O baile foi tão grande, mesmo que o placar não tenha refletido isso, que Filipe pensou que o técnico adversário tinha feito algum tipo de falcatrua.
— Todos celebrando, muito felizes, depois do jogo fui para o doping e não conseguia comemorar. Tinha uma certeza dentro de mim que me dizia que o Guardiola tinha aumentado o tamanho do campo, que eles trapacearam — contou ao também ex-jogador Jorge Valdano.
— Não é brincadeira… Eu estava convencido disso, porque tudo estava muito longe, nunca chegávamos ao gol deles e parecia que tinham mais jogadores em campo. […] Nunca falei com Guardiola sobre isso. Depois daquilo, pensei: ‘tenho que aprender com isso’ — completou.
😳 ''Estaba convencido de que el Bayern de Guardiola había hecho trampas''.
— Movistar Plus+ Deportes (@MPlusDeportes) March 4, 2026
Aquellas semifinales de Champions frente a Guardiola marcaron a 𝐅𝐢𝐥𝐢𝐩𝐞 𝐋𝐮𝐢𝐬: 👨🏫 ''Yo tengo que aprender esto''.
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Como foi ‘maior banho de futebol’ da carreira de Filipe Luís dado por Guardiola
Era a última temporada de Guardiola na Alemanha e ele buscava o único título que faltava: a Champions League. Após a derrota no Estádio Vicente Calderón, ex-casa do Atleti, com gol à la Messi de Saúl Ñíguez (hoje no Flamengo), o Bayern veio com tudo para a segunda perna da eliminatória. Os Colchoneros vieram naquele tipo de retranca característico de Diego Simeone.
A etapa inicial foi um massacre bávaro: 17 finalizações, 76% de posse de bola e cinco defesas de Oblak, duas dessas na cara de Lewandowski e uma outra em penalidade perdida por Müller.
O Bayern apostava nos lados do campo com Ribery de um lado e Douglas Costa do outro para ser perigoso, mas só abriu o placar na bola parada, em falta desviada de Xabi Alonso que entrou com meia hora. O pênalti desperdiçado veio logo depois.
A segunda parte foi menos sufocante para o Atleti, que logo cedo, em contra-ataque, marcou com Griezmann o gol que obrigava o time de Munique a fazer mais dois. Lewandowski conseguiu um, mas parou no goleiro colchonero em outras chances. Fernando Torres ainda perdeu um pênalti defendido por Neuer.

— Jogamos contra os melhores adversários que já enfrentei em toda a minha carreira — disse Simeone após a partida.
— Fizemos tudo o que podíamos — assumiu Guardiola.
O Atlético e Filipe Luís partiram para a decisão da Champions e acabaram derrotados pelo rival Real Madrid nos pênaltis. Aquela foi a última final da Liga dos Campeões do time vermelho e branco. Guardiola, por outro lado, precisou esperar mais sete anos até vencer a competição de novo, só em 2023, pelo Manchester City.



