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Saúl Ñíguez foi o brilho individual de um Atlético de Madrid que se destaca pelo coletivo

Quando se fala em Atlético de Madrid, a primeira coisa que se pensa é em um estilo que Diego Simeone tem consagrado no comando do time: eficiência, defesa forte e jogo duro. É verdade, mas não é toda verdade. O talento de alguns dos seus jogadores também tem sido ressaltado com o modo de jogo do time. Neste jogo de ida contra o Bayern de Munique, foi assim que aconteceu com Saúl Ñíguez.

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O meio-campista de 21 anos foi o nome do jogo pelo gol e por ter sido, mais uma vez, um dos mais importantes do time em todas as funções, ofensiva e defensivamente. O camisa 17 do Atlético já tinha jogado muita bola contra o Barcelona e repetiu a ótima atuação desta vez, no estádio Vicente Calderón. Com o adendo que ele foi o autor do gol da vitória. E foi um golaço.

O jogador ganhou a posição no time do Atlético comendo pelas beiradas. Aliás, embora a expressão seja apenas uma metáfora, é justamente pelas beiradas do campo que ele atua. Mas não como um ponta ofensivo. Ele atua em uma linha de quatro no meio-campo, pelo lado direito. Com a bola, leva perigo ao adversário. Sem ela, fecha os espaços e auxilia o lateral Juanfran na marcação. É o arroz com feijão do futebol, mas é preparado com o esmero de um chef de cozinha.

Canhoto e habilidoso, Saúl tem sido um meio-campista completo, algo que é muito importante no esquema tático de Simeone. Afinal, o time defende com uma eficiência incomum, mas apesar da pecha de defensivo, consegue atacar com qualidade. Em parte, porque tem jogadores como Saúl, que atua pela direita, e Koke, que faz o mesmo do lado esquerdo.

Saúl Ñíguez foi uma peça-chave para que o time de Simeone vencer a batalha mais importante do confronto, no meio-campo. Gabi e Augusto Fernández foram os jogadores mais importantes na marcação, mas Saúl foi muito importante também. No segundo tempo, com o time mais postado no campo de defesa, ele tinha a importante responsabilidade de não dar espaço no setor de Coman. Ribéry, quando entrou, também atuou por ali. Embora o Bayern tenha melhorado, o francês não teve liberdade para trabalhar a bola.

“Foi uma noite fantástica, grande dia para os torcedores”, disse Fernando Torres, depois do jogo. “Saúl é um espetáculo, que golaço, nos permitiu jogar como queríamos”, disse ainda o camisa 9 dos colchoneros. “Vamos seguir sofrendo, seguir lutando contra um grande rival. Nós, como nosso orgulho, com a nossa vontade de crescer, lembrando de Luis Aragonés, que sigam sonhando conosco”, disse.

Espanhol nascido em Elche, Ñíguez pode atuar tanto centralizado no meio-campo quanto pelos lados do campo. Já jogou pela seleção sub-20 e sub-21 da Espanha. O seu gol contra o Bayern tem uma importância enorme, difícil de medir, além de uma beleza enorme. Um gol que coloca o Atlético em uma posição muito melhor no segundo jogo, podendo contra-atacar, como faz com muita eficiência, e arrancar um gol que obrigaria o Bayern a vencer três vezes a forte defesa colchonera. Um gol de Messi, de um jogador que tem brilhado pelo seu trabalho coletivo.

Veja o golaço de Saúl:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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