Champions League

Tadic: “Após a eliminação na Champions, coloquei uma música sérvia triste e chorei quase a noite inteira”

O Tottenham chegar à final dauma ou outra nota sobre isso. E, se a eliminação na semifinal foi dolorida para muito torcedor neutro, o pesar foi especialmente duro no elenco. Dusan Tadic que o diga.

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O sérvio, que foi um dos principais destaques individuais da campanha semifinalista do Ajax na Liga dos Campeões – podendo se orgulhar de ser um dos apenas dez jogadores a receberem uma nota 10 do francês L’Équipe, contra o Real Madrid de todos os adversários possíveis –,descreveu o rescaldo da eliminação para os Spurs em entrevista à fanzine “.

“Sabe, quando decepcionado, eu gosto de chorar. Entregar-me às minhas emoções e tirar tudo de dentro. Quando cheguei em casa, coloquei uma música sérvia triste e me sentei no sofá. Em seguida, fui para a cama. Acho que só não chorei durante uma hora, falando sério. Ver meus filhos na manhã seguinte ajudou.”

Apesar do capítulo penoso na competição europeia, a temporada do Ajax foi feita sobretudo de grandes momentos, memórias escritas para sempre, exemplos dados aos jovens que subirão pelas fileiras da escola de futebol do time de Amsterdã. A conquista da dobradinha doméstica, por exemplo, com os títulos da Eredivisie e da Copa da Holanda, não acontecia desde a temporada 2001/02. Mas não foi suficiente para aplacar a lamentação do sérvio.

Perguntado sobre o que se sobressaía, a felicidade pelos troféus ou a tristeza da eliminação, Tadic cravou: “as duas”. “Fazia algum tempo que o Ajax não ganhava a dobradinha. Ou não? Essa foi uma temporada fantástica, ficamos com cada vez mais apetite. O Ajax tornou a Champions League empolgante. Merecíamos jogar a final.”

A decepção de Tadic é completamente compreensível, mas, à medida que o tempo passar, ele enxergará cada vez mais a temporada incrível que teve, mesmo individualmente. O meia jogou 56 dos 58 jogos dos Ajacieden em 2018/2019. Acumulou impressionantes 38 gols e 24 assistências. Mesmo dotado tecnicamente, foi o jogador que mais correu na Champions League até o fim das semifinais, com 140 km acumulados, dez a mais que o segundo colocado, Donny van de Beek, também do Ajax.

Na temporada anterior, pelo Southampton, havia feito sete gols e dado quatro assistências em 41 jogos, o que mostra que o salto em seu produto final foi enorme. Tadic credita isso ao estilo de jogo que encontrou em Amsterdã e à pausa no meio da temporada holandesa.

“O que ajudou foi a parada de inverno. Não estava mais acostumado a isso, porque na Inglaterra você continuava jogando, mas eu realmente precisava disso. Além do mais, presto bastante atenção à minha dieta, e também depende de como eu jogo (se manter em forma). Se, como no Southampton, você precisa defender e lutar toda semana, é fisicamente cansativo. Nosso jogo me deu mais energia nesta temporada.”

Não sabemos o quão boa é a música de sofrência sérvia, mas esperamos que ela tenha sido suficiente para lavar a alma do jogador. Se a temporada 2018/19 for indício de qualquer coisa, Tadic, mesmo aos 30 anos, ainda tem capítulos mais felizes a escrever na carreira. E deve ter trilha sonora dos Bálcãs para isso também.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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