Champions League

Com reclamações de preços altos, Chelsea devolve mais de 800 ingressos não vendidos da final da Champions

Preços altos foram justificativa para que não houvesse a venda de todos os 5.800 ingressos recebidos pelo Chelsea. Pacote incluía voos fretados para Portugal

A final da Champions League terá público, ainda que limitado. O Estádio do Dragão tem capacidade de 50 mil pessoas e vai receber 16.500 pessoas, entre torcedores e convidados. Cada clube recebeu uma cota de 5.800 ingressos, mas o Chelsea devolveu mais de 800 deles que não foram vendidos.

Houve alta demanda pelos 2.800 ingressos colocados à venda para o público geral. Foram vendidos com viagem à parte, ou seja, ficaria a cargo de quem comprasse. Os mais de 800 ingressos devolvidos pelo Chelsea faziam parte de um pacote maior, que incluía voo fretado. Esse foi um ponto crucial para que não fossem vendidos integralmente.

“A falta de cuidado da Uefa com os torcedores voltou a ficar em primeiro plano”, afirmou Dan Silver, membro da Chelsea Supporter Trust. “Eles se tornaram nossos amigos em relação a Superliga Europeia, mas agora eles nos viraram as costas novamente”.

“A insistência da Uefa em ter voos fretados, inicialmente ligado a 90% dos ingressos, que os clubes conseguiram adiar, passar apenas 24 horas em Portugal, com teste de Covid adicionado e custos adicionais tornaram os custos muito proibitivo”, analisou ainda Silver. “Vender ingressos a até € 400 por uma final com acesso limitado, com viagens desnecessárias é ultrajante quando havia soluções óbvias perto de casa”.

Houve uma tentativa que a final da Champions League fosse mudada de Istambul, onde inicialmente seria disputada, para Wembley, já que os dois finalistas são ingleses. Isso porque o Reino Unido colocou a Turquia na lista vermelha, o que impediria que as pessoas viajassem para lá e voltassem sem quarentena. Embora tenha havido negociação, no fim a Uefa decidiu pela cidade do Porto, em Portugal.

A Uefa tem sido fortemente criticada por sua política de preços de ingressos. Os ingressos têm preço inicial de € 70 e vai até € 400. A entidade, assim como todos os envolvidos no futebol, passam por crise financeira. Há uma estimativa que as reservas de € 500 milhões da Uefa de antes da Covid estará em € 100 milhões em 2023. É o dinheiro usado para emergências, mas está cada vez menor e pode impactar em toda a operação da entidade.

Entre os custos que a Uefa teve estão devolução do dinheiro de ingressos de pessoas que tinham comprado para assistir à Eurocopa 2020 e em custos do adiamento de um ano do torneio, como devolução de parte do dinheiro das emissoras e patrocinadores, custo de protocolos de testes, entre outras medidas para mitigar a mudança do torneio.

A crise financeira é um dos motivos mais importantes para que a Uefa levasse tão a sério a ideia de ter público na final da Champions League e também na Eurocopa, motivo pelo qual Bilbao acabou excluída como sede, aliás. Como sempre, os torcedores acabam pagando a maior parte dessa conta.

A final da Champions League será neste sábado, 29 de maio, às 16h no horário de Brasília. Será o duelo do Manchester City de Phil Foden e do Chelsea de Mason Mount. Confira a Programação de TV da Trivela para ficar ligado em todos os jogos transmitidos no fim de semana.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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