Champions League

Messi celebrou jogo 700 pelo Barça com show sobre o Dortmund: dribles, assistências e gol

A partida contra o Borussia Dortmund, nesta quarta-feira (27), pela Champions League, era especial a Messi antes mesmo de começar. Contra os aurinegros, faria seu jogo 700 com a camisa do Barcelona. Pois o argentino tratou de fazer do duelo especial também por seu conteúdo nas quatro linhas. Inspirado como lhe é frequente, liderou os blaugranas no 3 a 1 sobre o Dortmund com um gol, duas assistências e dribles desconcertantes. De quebra, deu ao time a classificação antecipada às oitavas de final após cinco rodadas, como líder da chave.

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Se no jogo de ida entre as equipes, no Signal Iduna Park, o Barça teve sorte em sair com um 0 a 0, contando com Ter Stegen, que pegou pênalti e tudo, na volta, enfrentando um Dortmund mais enfraquecido, soube se aproveitar da situação difícil do adversário. Não a partir de um grande jogo coletivo de toda a equipe, mas sim da eficácia de seu ataque.

O início do jogo já indicava ao Barça onde estariam suas chances de sucesso: a defesa alemã jogava em linha alta no campo, marcando os atacantes mesmo distante da área. Os catalães então apostaram nos contra-ataques e nos passes profundos, entre linhas. Aos 22 minutos, o primeiro ensaio: passe de Messi para Suárez, que balança as redes. Impedido, o uruguaio vê seu gol anulado.

Com 25 minutos jogados, uma má notícia para o Barça: lesionado, Ousmane Dembélé teve que deixar o jogo. A ponta esquerda foi então ocupada por Griezmann, que começara no banco – e seria decisivo mais tarde.

Antes dos 30 minutos de jogo, a dupla Messi-Suárez funcionou bem novamente , mas desta vez o uruguaio estava em posição legal. Tirando proveito da marcação por zona do Dortmund, Suárez tocou a bola buscando Firpo e já correu para a área. O desvio da zaga alemã deixou a bola no pé de Messi, que rapidamente quebrou a linha de defesa adversária com o passe para Luisito. Na saída de Bürki, o uruguaio não perdoou e fez 1 a 0.

Quatro minutos depois, os papéis se inverteram. Após falha tremenda de Hümmels na saída de bola, entregando a posse nos pés de De Jong, o holandês tocou de primeira para Messi, e tudo foi muito rápido: bola para Suárez, corrida por trás do companheiro para receber de volta e batida rasteira, cruzada, para ampliar o placar.

Com o segundo gol, o Barça abaixou o ritmo no restante da primeira etapa, enquanto o Dortmund não se mostrou perigoso. O saldo do primeiro tempo foi um Barça dominante, que controlava as ações e acelerava quando desejava. No segundo tempo, confirmaria sem problemas o domínio.

Sancho, que havia começado no banco em meio a críticas do técnico Lucien Favre de que não estaria focado, entrou em campo na volta para o segundo tempo, no lugar de Nico Schulz, que atuava como ponta pela esquerda. Mais perto do fim do confronto, o inglês colocaria um pouco de fogo no jogo, mas tarde demais – e não o suficiente.

Aos seis minutos da etapa final, Messi pegou a bola no meio de campo e, inspirado, saiu driblando quem vinha pela frente. Em alta velocidade, cercado, caiu dentro da área na tentativa de Bürki de interceptar com os pés. O árbitro viu simulação do argentino e mostrou cartão amarelo ao camisa 10.

Flutuando no ataque e caprichoso no contato com a bola, Messi seguiu ditando o ritmo dos ataques do Barça, deixando oponentes pelo caminho e encantando o Camp Nou. O golpe final viria não muito tarde: aos 22 minutos da etapa final, em contra-ataque, encontrou Griezmann na ponta esquerda com um passe acurado em profundidade. O francês bateu cruzado e fez o 3 a 0.

Um dos lances de Messi que levantaram a torcida

Messi poderia ter terminado a partida com duas assistências e dois gols, mas uma cobrança de falta do argentino, sem muito ângulo, foi parar no travessão.

No fim, Sancho levou perigo pelo Dortmund. Primeiro ao diminuir o placar para 3 a 1, com um golaço aos 33 minutos do segundo tempo sem chances de defesa para Ter Stegen. Nove minutos mais tarde, em jogada envolvendo também Mario Götze, que entrara há pouco, o inglês acertou o travessão, em chute forte desviado providencialmente por Ter Stegen.

Sem grandes problemas, o Barcelona capitalizou em cima da fase ruim dos aurinegros, segurou o 3 a 1 e, com o triunfo, garantiu a classificação como primeiro colocado do Grupo F com uma rodada de antecedência. Depois dos problemas ofensivos das últimas rodadas, quando havia marcado apenas quatro gols em quatro jogos nesta fase de grupos, a atuação liderada por Messi é uma boa notícia.

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Do outro lado, o pressionado Lucien Favre viu sua situação no Dortmund piorar ainda mais. Derrotado por 4 a 0 pelo Bayern antes da última data Fifa, voltou à Bundesliga empatando em 3 a 3 com o lanterna Paderborn na rodada passada – placar relativamente positivo, considerando que o último colocado chegou a abrir 3 a 0. A diretoria do Dortmund reforçou publicamente seu apoio ao técnico, mas já deixando uma cobrança para que viesse uma resposta nas duas partidas seguintes, contra Barça e Hertha Berlim. O time não apareceu para corresponder no primeiro desses duelos.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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