Champions League

Feyenoord insiste em ajudar Atlético de Madrid a garantir oitavas da Champions e, de quebra, classifica a Lazio

Dois gols contra e um golaço de Hermoso garantiram a vitória do Atlético de Madrid, classificado às oitavas de final junto da Lazio

Os torcedores holandeses presentes no Estádio De Kuip nesta terça-feira (28) viram seus jogadores marcarem três vezes, só que duas vezes contra a própria meta, fator que fez o Atlético de Madrid vencer tranquilamente o Feyenoord por 3 x 1 pela quinta rodada do grupo E da Champions League. O único tento colchonero foi um verdadeiro golaço de Mario Hermoso – provavelmente, marcado sem querer ao tentar um cruzamento. Os gols contra do time de Roterdã foram marcados por Lutsharel Geertruida e Santiago Giménez e o a favor por Mats Wieffer.

O resultado garantiu a classificação do Atleti para as oitavas de final da Champions, porque não pode mais ser alcançado pelo Feyenoord no último jogo pela vantagem de cinco pontos, e também da Lazio, que contava com essa vitória dos espanhóis. Colchoneros e italianos se enfrentam na rodada final, marcada para 13 dezembro, para definir quem será o líder. A equipe de Madrid tem a vantagem do empate.

A partida também representou um feito histórico para o técnico Diego Simeone, que agora tem 100 partidas pela Champions League dirigindo o Atlético de Madrid. Apenas Sir Alex Ferguson, no Manchester United, e Arsene Wenger, no Arsenal, alcançaram esse feito em um só clube.

Gol contra de Geertruida garante vantagem do Atlético

Para o centésimo jogo de Simeone como técnico do Atlético de Madrid em Champions, a equipe (como de praxe) utilizava um 3-2-5 bem ofensivo quando atacava. Os três zagueiros ficavam na base das jogadas, com apoio da dupla de volantes Rodrigo de Paul e Koke. Mais a frente, Rodrigo Riquelme ficava bem aberto à esquerda e Nahuel Molina à direita. Por dentro, Marcos Llorente e Antoine Griezmann se movimentavam nas costas dos meias adversários e Álvaro Morata ficava mais como centroavante

Como um bom time holandês, o Feyenoord de Arne Slot apostava em um ataque posicional e uma formação para frente no momento ofensivo. A saída de bola tinha os dois zagueiros ao lado do lateral-esquerdo Quilindschy Hartman, enquanto o direito, Geertruida, virava um meio-campista junto dos volantes Wieffer e Quinten Timber, dando liberdade para o meia Calvin Stengs dar um passo a frente. Os pontas Yankiba Minteh e Igor Paixão abriam o campo, com Giménez na referência do ataque.

Uma pressão sufocante do Feyenoord marcou os minutos iniciais, com objetivo de aproveitar o apoio das arquibancadas para ficar com a bola nesse começo. E deu certo. A equipe holandesa foi melhor em pelo menos 10 minutos e teve chance de fazer o gol. A primeira boa chance foi aproveitando erro adversário. Por dentro, o ponta Minteh teve espaço para deixar o brasileiro Igor Paixão no meio dos zagueiros, já dentro da área. Mas na hora da finalização, foi bloqueado.

Um contra-ataque foi a primeira forma do Atleti, enfim, entrar na partida. Morata disparou sozinho e, na cara do Justin Bijlow, perdeu em gigante defesa do goleiro adversário. No escanteio dessa jogada, a defesa até conseguiu afastar, só que voltou nos pés de Llorente, que cruzou, a bola bateu em Geertruida e entrou – o lateral holandês foi enganado por um inteligente movimento de Axel Witzel, fingindo ir para a bola.

Atletico x Feyenoord
Atleti superou pressão inicial para abrir o placar contra o Feyenoord (Foto: Divulgação/Atlético de Madrid)

Com o decorrer do jogo, os espanhóis passaram a lidar melhor com a pressão do time adversário e saiam do campo de defesa com qualidade, apesar da presença de vários jogadores de vermelho e branco. O Feyenoord também sentiu um pouco o gol e dava mais espaço para o Atlético rodar a bola, que não conseguiu criar muita coisa além de um cabeceio de Morata sem direção.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o time da casa até começou a assustar mais e reclamou de um suposto pênalti em Minteh – que, ao ver o adversário vindo em um carrinho, caiu junto e tentou enganar o árbitro. Em um escanteio, voltou a finalizar no gol após quase 40 minutos, em tentativa na qual Geertruida cabeceou para o chão e a bola veio tranquila para Jan Oblak encaixar.

O Atleti seguiu dando as caras do time que vem jogando cada vez mais um futebol agradável, de bonito toque de bola e associações entre jogadores, mas não conseguiu ampliar a vantagem na etapa inicial.

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Feyenoord até diminui, mas outro gol contra acaba com expectativas

No intervalo, o brasileiro Igor Paixão foi o único substituído para entrada de Ayase Ueda, que entrou mais como uma dupla de ataque junto de Giménez, ao invés de exercer a função de ponta pela esquerda.

Os primeiros minutos da etapa inicial dava indícios que seguiria o mesmo ritmo do primeiro tempo, em que o Atleti foi soberano. Logo nos primeiros ataques, passes rápidos dos espanhóis estavam encaixando e, em um lateral, Griezmann recebeu e mandou uma bomba na trave. Na sequência, porém, o Feyenoord se lançou mais ao ataque e rondava a área adversária. Até que Witzel tentou driblar o Hartman, perdeu a bola e o lateral cruzou na medida para Giménez, que só precisa dar um toque para marcar, mas furou e Mario Hermoso conseguiu tirar.

Nesse cenário complicado, Llorente foi substituído logo aos 10 minutos para entrada do jovem e promissor Pablo Barrios. Rapidamente, a mudança fez a diferença, visto que o volante de 20 anos deu um belo passe na medida para Hermoso, que com a bola quicando finalizou (ou tentou cruzar) e encobriu Bijlow, um verdadeiro golaço do zagueiro pela esquerda, mas também com liberdade para subir como um lateral.

Empolgado pelo gol, quase os Colchoneros encaixaram um contra-ataque perfeito, iniciado em bela caneta de Morata (a terceira no dia), porém, quando Griezmann recebeu na área e tentou servir um colega à esquerda, tocou muito fraco. Ueda, que até entrou bem no jogo em comparação ao Igor, respondeu com chute cruzado, passando à direita de Oblak.

Slot fez mudanças ofensivas no Feyenoord com quase 20 minutos, quando entraram os meias Ondrej Lingr e Antoni Milambo.

Feyenoord
Chance perdida por Giménez fez falta para o Feyenoord na partida (Foto: Divulgação/Feyenoord)

Agora com dois de vantagem, o Atlético abdicou de vez da posse e apostava nos contra-ataques, enquanto o time da casa ficava com a bola, procurando espaço. A equipe holandesa parecia “torta” na forma de atacar porque, com a saída de Paixão, ninguém ocupava o lado esquerdo, e no segundo tempo todas as jogadas saíam pela direita por conta da aglomeração de diversos jogadores por lá.

Já que o Feyenoord não conseguia criar com a defesa postada, o clube espanhol mostrava como encontrava facilmente espaços em contra-ataque. Toques rápidos, bonitos, deixaram a marcação dos holandeses para trás, Molina estava na direita e tocou para trás, na medida, para De Paul finalizar forte, por cima do gol. Outro contragolpe logo depois deixou Morata na cara do gol, mas o atacante tentou rolar para o lado e Bijlow foi esperto, cortando no meio do caminho e encaixando a bola.

Antes de meia hora, Memphis Depay e Saúl Ñíguez entraram para dar novo gás no Atlético de Madrid, tirando Morata e De Paul, respectivamente. O cenário da partida seguia com o visitante melhor, empilhando chances. Logo após as mudanças, Griezmann cobrou escanteio curto com Barrios, recebeu de volta já invadindo a área e finalizou para outra ótima defesa do goleiro adversário.

Mas a falta de efetividade da equipe madrilenha cobrou um preço. Enfim, o time holandês conseguiu balançar as redes, a partir da bola parada. Escanteio perfeito de Luka Ivanusec, que entrou minutos antes no jogo, viajou até a marca do pênalti, onde Wieffer deu uma testada na medida, sem chances de Oblak. Só que o futebol não é tão lógico, e quando tudo poderia se virar para o clube de Roterdã, veio o terceiro do Atleti, em falta cobrada por Molina e desviada por Giménez, que tinha perdido uma chance inacreditável no começo do segundo tempo, agora fez o segundo gol contra do dia.

Ángel Correa entrou na partida ainda, mas nada se alterou no placar ou no que se via nos minutos anteriores, um Feyenoord dono da bola, com dificuldades para criar, e o Atleti consciente nos contragolpes.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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