Champions League

A genialidade de Cristiano Ronaldo derrubou a boa estratégia da Roma

Foi um jogo bastante movimentado, embora não muito emocionante. As duas equipes buscaram o ataque, mesmo sem conseguir criar grandes chances de gol. A primeira partida das oitavas de final da Champions League entre Roma e Real Madrid, no Estádio Olímpico, foi um embate de estratégias diferentes, e a do time da casa funcionava melhor até que a genialidade de Cristiano Ronaldo destruiu qualquer esquema tático, produziu um golaço e abriu caminho para a vitória espanhola por 2 a 0.

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E foi à moda antiga, como naquela época em que o português era o diabo pelas pontas do Manchester United, veloz, forte e driblador. Mudava de direção e inventava dribles diferentes. Foi pouco a pouco se aperfeiçoando até encontrar um bom equilíbrio no final da sua passagem pela Inglaterra. Modificou suas características no Real Madrid e se tornou um centroavante que finaliza mais do que cria. Tornou-se uma máquina de fazer gols, mas deixou alguns fãs com saudades da flecha que conseguia ser no começo da sua carreira.

Nesta quarta-feira, conseguiu ser tudo ao mesmo tempo. A partida estava difícil para o Real Madrid contra uma Roma que se fechava com excelência e buscava os contra-ataques pelas pontas. Era o time italiano o mais perigoso em campo e parecia uma questão de encaixar alguns passes ou finalizar um pouco melhor para que abrisse o placar. Aos 16 minutos do primeiro tempo, Perotti caiu pela direita, entrou na área e rolou para El Shaarawy, que bateu por cima e perdeu uma chance muito clara de gol.

A resposta do Real Madrid saiu justamente dos pés de Cristiano Ronaldo, com uma cavadinha perfeita para Marcelo finalizar de primeira e levar muito perigo a Szczesny. Mas foi a melhor chance do time visitante, em um primeiro tempo com poucos chutes a gol e muita correria.

A tônica da partida seguiu a mesma na etapa final, com a Roma um pouco mais perigosa, conseguindo armar ainda mais contra-ataques, mas com seus atacantes revezando entre perder boas oportunidades e finalizar poucas vezes ou muito mal. O time italiano terminou a partida com apenas dois chutes certos a gol, muito pouco diante do volume de ataque criado.

O lance chave aconteceu aos 12 minutos do segundo tempo, quando Marcelo lançou Cristiano Ronaldo pela ponta esquerda, na mesma linha da defesa da Roma. O português, com seu primeiro toque na bola, cortou Florenzi com o calcanhar da perna esquerda e arrumou a bola imediatamente para o disparo com a direita. Houve ainda um desvio antes de Szczesny observá-la descansar entre as redes do Olímpico. Um golaço, com a marca do português, decisivo como se exige que um jogador da sua estatura seja.

A Roma continuou a ameaçar o Real Madrid, com uma partida bastante equilibrada, até melhor em muitos momentos, mas a inoperância do seu ataque cobrou o preço. Os vacilos da defesa fizeram o mesmo. De cabeça, Ronaldo ficou próximo do segundo gol, mas a bola passou rente à trave. O chute de Jesé entrou. Ele carregou pela direita sem ser muito incomodado e acertou uma finalização cruzada que Szczesny não conseguiu defender.

Aos 42 minutos do segundo tempo, tarde demais para qualquer coisa, Spalletti colocou o melhor finalizador do time em campo. Mas Francesco Totti não conseguiu fazer nada. O Real Madrid já havia encaminhado a vaga nas quartas de final, com um gol clássico de Cristiano Ronaldo, competente, decisivo e genial.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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