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Bélgica perde mais uma forte liderança com a aposentadoria de Axel Witsel do futebol internacional

O volante de 34 anos defendia a seleção belga desde 2008 e era homem de confiança de Roberto Martínez

Desde o fim da Copa do Mundo, a seleção belga perdeu dois pilares da sua famosa geração dourada: Eden Hazard e Toby Alderweireld. Axel Witsel, 34 anos, foi mais um coadjuvante durante esse período, mas a sua aposentadoria do time nacional, anunciada nesta sexta-feira, também deixa um vácuo de liderança no terceiro colocado do Mundial de 2018, começando uma nova era sob o comando de Domenico Tedesco.

Witsel defendeu a Bélgica em 130 partidas desde que estreou em março de 2008, marcando em uma derrota por 4 a 1 para Marrocos. Chegou antes dos companheiros que causariam tanta badalação e conseguiram colocá-la no primeiro escalão do futebol europeu. A situação era diferente para o então jogador do Standard Liège, tanto que a primeira competição que teve a oportunidade de disputar foi a Copa do Mundo de 2014.

O volante do Atlético de Madrid progrediu na carreira, com destaques por Benfica e Zenit e uma rápida passagem pela China antes de acertar com o Borussia Dortmund. Enquanto isso, disputou três Mundiais e duas Eurocopa com a seleção belga. Era homem de confiança de Roberto Martínez e jogou todos os 90 minutos do torneio realizado no Catar no fim do ano passado.

“Depois de pensar muito e com muitas emoções, decidi me aposentar do futebol internacional. Foi com muito orgulho que pude representar meu país nos últimos 15 anos. Agora é importante passar mais tempo com minha família e focar no meu clube. Agradeço a todos que me fizeram florescer com a camisa dos Diabos Vermelhos. Obrigado a todos os meus treinadores, companheiros de equipe, sem mencionar a equipe médica. Obrigado aos torcedores por me guiarem durante minhas 130 partidas”, escreveu no Instagram.

Witsel está jogando regularmente pelo Atlético de Madrid, mas não foi convocado por Tedesco, um jovem técnico de 37 anos com a missão de renovar a Bélgica após o fracasso da última Copa do Mundo, para os jogos contra Suécia, pelas Eliminatórias da Eurocopa, e Alemanha, em amistoso, no último mês de março. Foi um sinal de que o fim estava mesmo se aproximando. “Boa sorte para a nova geração, que tenho certeza que nos trará momentos incríveis novamente”, desejou o jogador que marcou 12 gols pela Bélgica.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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