Europa

Atentado a policiais que fizeram a segurança em jogo do Besiktas deixa ao menos 15 mortos

Poucos países lidam tanto com o terror em seu cotidiano quanto a Turquia. Nos últimos meses, foram diversos os atentados acontecidos no território turco. As intrincadas relações geopolíticas tornam a região um barril de pólvora, e muitas pessoas acabam pagando com a vida. Neste sábado, o terror atingiu o futebol. Duas horas depois da vitória do Besiktas sobre o Bursaspor, na Vodafone Arena, duas explosões foram registradas nos arredores do estádio. Ao menos 15 pessoas morreram, enquanto cerca de 70 ficaram feridas. É o sexto ataque terrorista com mortes registrado na Turquia em 2016.

Segundo a polícia turca, uma explosão foi causada por um carro-bomba e outra, por um homem-bomba. Além disso, tiroteios também teriam sido registrados na região. O alvo dos ataques seriam os policiais que fizeram a segurança no jogo do Besiktas. Não à toa, a maioria das vítimas são oficiais. Como o atentado aconteceu horas depois da partida, a maioria absoluta dos torcedores já havia deixado o local.

Até o momento, a autoria do ataque não foi assumida. As principais suspeitas recaem sobre militantes curdos e o Estado Islâmico, ambos inimigos declarados do governo turco. O presidente Recep Tayyip Erdogan se manifestou sobre o episódio e lamentou as mortes, embora não tenha oferecido detalhes. “Entende-se que essas explosões depois do jogo tentaram maximizar o número de mortes. Como resultado desses ataques, infelizmente temos mártires e feridos”, declarou.

Em nota oficial, os dois clubes se posicionaram sobre o ocorrido. O Bursaspor confirmou que os ônibus com seus torcedores já haviam deixado o estádio e ninguém ficou ferido. Já o Besiktas declarou apoio aos policiais. “Os terroristas atacaram nossas heroicas forças de segurança. Esperamos que as pessoas feridas tenham uma recuperação rápida e que não haja sofrimento maior. Condenamos a violência e o ódio”, apontou.

A Vodafone Arena fica localizada em uma região central de Istambul, a menos de um quilômetro da Praça Taksim, famosa pelos confrontos entre manifestantes e militares durante a Primavera Árabe. Abaixo, alguns registros do atentado:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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