Europa

A torcida do Hammarby fez um protesto genial contra as imposições das autoridades suecas nas arquibancadas

Com as proibições a bandeiras e sinalizadores, a torcida do Hammarby fez um protesto em seu espetáculo

A atuação impositiva de autoridades para limitar ações nas arquibancadas não é exclusividade de um ou outro país, mas sim o padrão ao redor do mundo. E, nos últimos meses, o Campeonato Sueco vê a festa em suas tribunas atrapalhada pelas regras que a polícia local determinou recentemente. O uso de sinalizadores e até mesmo de bandeiras tem sido punido com o fechamento parcial das tribunas. Em protesto, a torcida do Hammarby organizou uma manifestação sensacional na rodada deste final de semana, pela liga nacional.

Os ultras do Hammarby basicamente dividiram o setor das arquibancadas que ocupam em dois, se aglomerando em uma só metade. Os alviverdes colocaram uma faixa para indicar “nossa visão” e a “visão da polícia”. Do lado “preferido da polícia”, apenas cadeiras cinzas vazias. Do lado sugerido pelos torcedores, um espetáculo com fumaça colorida e dezenas de bandeiras – que deve gerar mais represálias. Ainda assim, a mensagem ficou expressa durante a emocionante vitória por 4 a 3 sobre o Östersunds. Depois do apito inicial, os ultras se espalharam e ocuparam o setor completo para acompanhar a virada.

Vale dizer que mesmo os clubes e a própria imprensa já criticaram as medidas adotadas pela polícia sueca. Apontam que falta diálogo com a torcida e que as decisões punem o coletivo. Além disso, os dirigentes reclamam que as imposições atrapalham a rentabilidade dos jogos – não só pelos ingressos que deixam de ser vendidos, como também por afastar muita gente dos estádios pelas limitações. Ao menos por lá se vê mais gente do lado da torcida. O que não muda muito é a arbitrariedade das autoridades diante daquilo que ocorre nas arquibancadas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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