Europa

A torcida do Fenerbahçe fez uma festa de estremecer o estádio antes do clássico com o Besiktas

Bicampeão nacional, o Besiktas é o time a ser batido no Campeonato Turco. Não bastasse a hegemonia recente, os alvinegros ainda reforçaram bem o seu elenco durante a janela de transferências, trazendo alguns medalhões, além de segurarem boa parte de seus destaques. Neste sábado, entretanto, a invencibilidade do time de Senol Günes caiu na Süper Lig. Em processo de reconstrução nesta temporada, o Fenerbahçe derrotou seus rivais por 2 a 1. Partida cheia de polêmicas, mas na qual a atmosfera do Estádio Sükrü Saraçoglu certamente foi um diferencial para empurrar os Canários à vitória.

Antes que a bola rolasse, o espetáculo ficou por conta das arquibancadas. O estádio não estava totalmente cheio, mas os presentes já conseguiam proporcionar uma atmosfera impactante. Cantavam em coro, erguendo os seus cachecóis, aguardando a entrada dos times em campo. Depois, estenderam um bandeirão e fizeram um belo mosaico durante o recebimento, até entregarem suas vozes ao longo dos 90 minutos seguintes.

A arbitragem ruim, prejudicando os dois times, acabou sendo protagonista no clássico. De qualquer forma, o Fenerbahçe fez por merecer a vitória. O primeiro gol saiu aos 20 minutos, com o brasileiro Giuliano cobrando pênalti. Um dos principais reforços dos Canários, o meia marcou seu segundo tento pelo clube. Já no final, o Fener ampliou em mais uma penalidade, desta vez cobrada por Vincent Janssen. E, no apagar das luzes, Ryan Babel descontou para o Besiktas. Ainda foram quatro expulsões, duas para cada lado, além de uma série de equívocos que causaram a insatisfação de ambas as torcidas.

O resultado, no fim das contas, acaba sendo benéfico ao Galatasaray. O Besiktas estaciona com 13 pontos, na segunda colocação, dois mais que o Fenerbahçe, em terceiro. Assim, a outra força de Istambul pode se isolar mais na liderança. Os Leões têm a chance de chegar aos 16 pontos, caso vençam o Bursaspor fora de casa neste domingo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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