Europa

A torcida do Basel (inclusive Federer) ofereceu um emotivo adeus ao capitão Matías Delgado

Matías Delgado nasceu em Rosário e iniciou sua carreira no futebol argentino, mas seu coração está fortemente ligado à Suíça. O meio-campista chegou ao Basel quando tinha 21 anos, trazido do Chacarita Juniors. Passou três temporadas no St. Jakob-Park, antes de se aventurar por Besiktas e Al-Jazira. Voltou em 2013, para viver os últimos momentos de sua carreira na Basileia – os mais gloriosos e os mais simbólicos. O veterano se transformou em uma das principais referências nos últimos quatro títulos do Campeonato Suíço. Ganhou a braçadeira em 2015/16, após a aposentadoria de Marco Streller, e chegou à marca de 270 jogos pelo clube. No entanto, aos 34 anos, o ídolo causou surpresa ao anunciar sua aposentadoria, logo após o segundo jogo da temporada.

VEJA TAMBÉM: Conheça o tamanho da paixão de Federer pelo futebol e, sobretudo, pelo Basel

Por mais que não tenha se candidatado à seleção argentina, Delgado é daqueles jogadores sul-americanos que sustentam sua reputação na Europa acima das convocações. Dono de boa qualidade técnica e preciso nas cobranças de falta, o meia chegou até mesmo a ser artilheiro do Campeonato Suíço em sua primeira passagem pelo Basel. E continuava em forma, contribuindo com dez gols e nove assistências em 29 jogos na última campanha. A decisão repentina de seu adeus não está totalmente clara. Independentemente dos motivos, não foi por isso que os torcedores deixaram de festejar o camisa 10.

O Basel convocou uma coletiva de imprensa para Delgado fazer o seu anúncio. E a emoção latente ficou ainda mais evidente quando um grupo de torcedores “invadiu” a sala de imprensa para cantar o nome do argentino. Não deu para segurar as lágrimas. As provas de carinho, aliás, se estenderam até o torcedor mais ilustre dos Rot-Blau. Roger Federer agradeceu o camisa 10 em suas redes sociais. Moral de quem construiu uma carreira belíssima no St. Jakob-Park, e se despede reconhecido por isso.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo