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A torcida da Islândia invadiu a Holanda e deu novo espetáculo, agora na Euro Feminina

Já faz mais de um ano que a torcida da Islândia ganhou o mundo com seu espetáculo nas arquibancadas da Euro 2016. E os nórdicos estão de volta para novos shows na competição continental. Nesta terça, a seleção islandesa fez sua estreia na Eurocopa Feminina, que teve o seu pontapé inicial no final de semana. Mais uma vez, a população do país de 330 mil habitantes compareceu em peso ao torneio, disputado na Holanda. Cinco mil espectadores estiveram presentes no Estádio Willem II, na cidade de Tilburg. A maioria absoluta, islandeses, que empurraram suas compatriotas contra a França. Uma pena que o esforço das Stelpurnar okkar (“nossas garotas”, o apelido carinhoso na língua local) tenha caído por terra aos 40 do segundo tempo, com a vitória das francesas por 1 a 0.

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Esta é a terceira participação da Islândia na Eurocopa Feminina. Em 2009, as islandesas caíram ainda na fase de grupos. Já em 2013, anteciparam o sucesso dos homens, alcançando as quartas de final, quando foram eliminadas para a Suécia. Por isso mesmo, as expectativas se revigoraram para a Euro 2017. E as chances de classificação no Grupo C são reais, até pela maneira como a equipe dificultou a vida da França. As Bleues pressionaram o tempo todo e criaram mais ocasiões de gols, mas esbarraram no esforço defensivo das adversária. O gol saiu somente em um pênalti, convertido por Eugénie Le Sommer, craque do Lyon.

Se a vitória não veio, ao menos a recompensa se viu nas arquibancadas. Os islandeses já tinham invadido as ruas de Tilburg ao longo do dia, até abrilhantarem o jogo desta terça. O famoso grito de guerra para a seleção ressoou diversas vezes durante o jogo. Já após o apito final, as jogadoras se juntaram aos seus compatriotas nas palmas e nos urros. Um alento para seguir em frente na competição, ainda sonhando com uma campanha mais longa. Áustria e Suíça, duas estreantes na Euro Feminina, são os próximos desafios e não metem tanto medo. A brecha para o fanatismo dos nórdicos se repetir mais e mais.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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