Europa

A Suécia conquistou a Euro Sub-21 e não se esqueceu de zoar Kurzawa de novo

A cena de Kurzawa rodou o mundo. Em outubro, o lateral francês quis tirar sarro da Suécia na repescagem do Campeonato Europeu Sub-21. Marcou um gol aos 42 minutos do segundo tempo, que tirava a classificação dos suecos e dava aos franceses, e na comemoração colocou a mão sobre os olhos, como se não enxergasse mais os adversários. Mas a vingança veio a galope. Um minuto depois, os nórdicos fizeram 4 a 1 no placar e conquistaram a vaga na fase final do torneio. Já nos vestiários, homenagearam o gesto de Kurzawa.

ARQUIVO: Kurzawa quis tirar sarro dos rivais, mas acabou eliminado e humilhado por todos os suecos

E o épico da Suécia continuou sendo escrito na competição. Sem grandes destaques individuais, mas com um plano de jogo muito bem determinado, a equipe surpreendeu na competição. Avançou na fase de grupos, eliminando Itália e Inglaterra. Goleou a Dinamarca nas semifinais, com direito a uma entrevista épica de Guidetti espezinhando os rivais. E conquistou o título nesta terça, batendo Portugal nos pênaltis, com o goleiro Carlgreen espalmando duas cobranças para dar a glória inédita ao país. Levou ao delírio as centenas de torcedores suecos, que fizeram muito barulho nas arquibancadas em Praga.

Já na entrega da taça, Kurzawa continuou lembrado pelos suecos. Em cima do pódio, eles também colocaram as mãos sobre os olhos. E terão o direito de repetir o gesto também no Rio de Janeiro, já que garantiram a vaga no futebol masculino dos Jogos Olímpicos – ao lado também de Portugal, Dinamarca e Alemanha. Por mais que os portugueses tenham jogado melhor ao longo da competição, a Suécia também tem seus méritos na vitória. Sobretudo, por não abaixar a cabeça em nenhum momento, mesmo sob as gozações dos rivais.

Abaixo, a consagração de Calgreen e uma foto especial da volta olímpica:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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