Europa

A rodada de Fernando Torres, Diego Costa e Leandro Tatu

A terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões teve excelentes atuações de dois atacantes em vitórias importantes dos seus times. Fernando Torres marcou duas vezes, e o Chelsea ganhou do Schalke 04, na Alemanha. E o brasileiro que quer ser espanhol Diego Costa fez a mesma coisa contra o Austria Vienna e garantiu o 3 a 0 para o Atlético de Madrid. Os jogos desta terça-feira ainda tiveram gol de Leandro Tatu, aquele mesmo, e um golaço do Napoli.

Chelsea voa em dia de Fernando Torres

O Chelsea perdeu o jogo que deveria vencer e ganhou o jogo que poderia perder. Entendeu? Explico: a derrota em casa para o Basel foi o primeiro princípio de crise de José Mourinho neste retorno ao clube inglês, que não perdia em Stamford Bridge pela fase de grupos da Liga dos Campeões desde 2003.

O duelo contra o Schalke 04 era bem mais difícil. Os alemães têm apenas duas derrotas em 13 jogos de Champions League em casa e haviam ganhado as duas primeiras partidas da atual edição. E o que aconteceu? O Chelsea passeou.

Fernando Torres parecia que ainda estava vestido com o vermelho de Atlético de Madrid e Liverpool e liderou a apresentação do atual campeão da Liga Europa. Marcou o primeiro, de cabeça, e o segundo, driblando Timo Hildebrand – meio na sorte, é verdade, porque o goleiro escorregou um pouco.

Agora, Chelsea e Schalke 04 dividem a liderança do grupo com seis pontos cada e o próximo confronto direto é na Inglaterra. Fim da crise.

Quem consegue parar Diego Costa?

Brasil e Espanha não estão brigando por Diego Costa à toa. Não é o melhor atacante do mundo, mas está em fase estupenda. A defesa do Austria Vienna, coitada, tentou alcançá-lo no segundo gol do Atlético de Madrid, mas não conseguiu. Quando ele chegou próximo da área, dois zagueiros ficaram na saudade com um único corte, e o toque na saída do goleiro foi meramente protocolar.

Diego Costa não parou por aí. Recebeu dentro da pequena área, bateu no canto e fez o 12° gol em 12 jogos na temporada. Foi decisivo na boa vitória por 3 a 0 dos espanhóis fora de casa, que apaga um pouco a decepção de ter desperdiçado a chance de assumir a liderança isolada do Espanhol no fim de semana – por causa da derrota para o Espanyol – e ainda coloca os colchoneros em boa situação no Grupo G: liderança, 100% de aproveitamento e cinco pontos de vantagem para o Zenit.



Samaras decide

O Celtic Park continua sendo um um trunfo para o Celtic. Depois de fazer um bom jogo contra o Barcelona, o clube escocês venceu o Ajax, por 2 a 1. O grego Georgios Samaras fez a jogada do primeiro gol, de James Forrest, cobrando pênalti, e chutou a bola cujo rebote foi bem aproveitado por Beram Kayal. No Grupo de Milan e Barcelona – já perdeu de ambos -, o Celtic não vai se classificar, mas deu um bom passo para jogar a Liga Europa.

Olha a média de gols do Callejón

Cristiano Ronaldo tem média de 0,57 gols por jogo de Liga dos Campeões. A de José Callejón é maior. Ao abrir o placar para o Napoli contra o Olympique Marseille, chegou a 0,66: oito bolas nas redes em 12 partidas. Evidentemente, a comparação é uma brincadeira e sabemos que o português jogou muito e marcou muito mais vezes.

O gol do espanhol foi bonito, mas o de Duván Zapata foi mais, um belo chute com efeito de fora da área, que garantiu o placar de 2 a 1 a favor dos italianos. O equilibrado Grupo F tem três times com seis pontos: Arsenal, Borussia Dortmund e Napoli.



Também teve gol de Tatu

Vocês se lembram de Leandro Tatu? O atacante, 31 anos, jogou no Internacional antes de passar por clubes pequenos de Portugal e fez um gol na Liga dos Campeões. O Steaua Bucareste empatou com o Basel por 1 a 1 graças a ele, que marcou aos 43 minutos do segundo tempo. Quem diria.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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