Europa

A irregular carreira de James Rodríguez ganha mais um capítulo com a rescisão com o Olympiacos

Aos 31 anos, James Rodríguez deixa o Olympiacos menos de um ano depois de chegar ao clube e busca um novo destino para levar o seu talento e irregularidade

O meia James Rodríguez, de 31 anos, rescindiu seu contrato com o Olympiacos. O colombiano estava no clube desde o começo da temporada, mas jogou apenas 23 jogos pelo clube grego. Se tornou uma constante na carreira do jogador, que inegavelmente tem muito talento, mas vive de muita irregularidade, sem conseguir ter continuidade nem de rendimento e nos últimos anos também em termos de permanência nos clubes.

James Rodríguez brilhou intensamente na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando foi o artilheiro com seis gols marcados. Na época, ele defendia o Monaco e já tinha brilhado intensamente pelo Porto, clube que o levou para a Europa, o contratando do Banfield.

Sua transferência do Porto para o Monaco, que era um novo rico na época, já foi alta para os padrões da época, € 45 milhões. E se justificava: ele tinha sido um dos grandes jogadores do clube português nos anos que passou por lá, de 2010 a 2013. Do Monaco para o Real Madrid o salto foi ainda maior: € 75 milhões, já em 2014.

Como é comum, o Real Madrid adora destaques da Copa e James teve uma importância na capital espanhola. Mesmo que não tenha sido o supercraque que se esperava, ele teve participação relevante no título espanhol da temporada 2016/17. Perdeu espaço e acabou se tornando um reserva de luxo no clube merengue.

Foi inicialmente emprestado ao Bayern, em 2017, mas não convenceu muito. Foi para o Everton, em 2020, a custo zero. De lá, foi para o Al-Rayyan, do Catar, em 2021, e chegou ao Olympiacos em setembro de 2022, depois de ter rescindido com o clube do Oriente Médio.

“James sempre será parte do nosso clube e um membro da família vermelha e branca. Queremos agradecê-lo pelo seu serviço e desejamos a ele todo sucesso no seu futuro”, diz um comunicado do Olympiacos.

“Gostaria de agradecer a todos por todo o tempo que passamos juntos. Ainda que estejamos seguindo caminhos separados, sinto que sempre serei um membro e bem recebido na família do grande Porto de Pireu. Desejo o melhor a todos no Olympiacos e todo o sucesso no futuro”, disse James Rodríguez em comunicado. A tradicional troca de gentilezas depois de um rompimento, o que é muito comum no futebol – mesmo que nem sempre tudo isso seja sincero.

O anúncio, é claro, desperta atenção nos tubarões brasileiros, loucos por um jogador de nome e, claro, de qualidade também. O momento de James Rodríguez permite que os clubes brasileiros sonhem mesmo, porque ele dificilmente terá espaço em grandes clubes do continente. Resta saber se ele prefere algum clube pequeno de grandes ligas, um clube de ligas periféricas europeias, como é o Olympiacos, ou mesmo se quer voltar ao Oriente Médio, onde também teria espaço.

Mas afinal, James Rodríguez seria uma boa contratação para um clube brasileiro? Depende do que o clube quer, do que pode pagar e do que ele pedir, o que já torna tudo muito condicional. Mas é inegável que James Rodríguez tenha muita qualidade técnica. A questão dele sempre foi mais de regularidade do que de qualidade. Confiar que James Rodríguez entregará grandes desempenhos com constância, no mais alto nível, parece difícil. O Brasil, porém, não é uma liga do mais alto nível atualmente. Com isso, pode ser que ele funcione por aqui, desde que quem o contrate – se o fizer – não pague mais do que pode.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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